As autoridades sanitárias da Rússia reconheceram todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão foi comunicada em 10 de junho e acompanha o novo status sanitário do Brasil conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Para produtores, frigoríficos e exportadores de proteína animal, o reconhecimento representa um avanço na agenda sanitária e comercial entre Brasil e Rússia. A medida reforça a confiança no sistema brasileiro de defesa agropecuária e pode contribuir para ampliar as condições de acesso de produtos nacionais ao mercado russo.
Reconhecimento acompanha avanço sanitário
A decisão russa ocorre após o Brasil alcançar o reconhecimento internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA. Esse status é considerado estratégico para a pecuária brasileira, porque fortalece a imagem sanitária do país diante de mercados importadores.
Segundo o comunicado, o resultado deriva do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A atuação envolve negociações técnicas e diplomáticas para que parceiros comerciais reconheçam os avanços brasileiros em saúde animal.

Proteína animal pode ser beneficiada
Na prática, o reconhecimento não significa abertura automática de todos os produtos, mas melhora as condições sanitárias para negociações comerciais com a Rússia. As cadeias de proteína animal estão entre os segmentos que podem ser impactados, especialmente pela relevância da febre aftosa para o comércio internacional de carnes.
A febre aftosa é uma doença que afeta animais de casco fendido e tem forte peso nas regras sanitárias globais. Por isso, o reconhecimento de áreas ou países livres da doença é um fator importante para ampliar confiança, reduzir barreiras e fortalecer a competitividade em mercados externos.
Para o Brasil, a decisão reforça a posição do país como fornecedor relevante de proteína animal no comércio internacional. Ao mesmo tempo, mantém no centro da agenda a importância da vigilância, da defesa agropecuária e da manutenção dos controles sanitários que sustentam o novo status brasileiro.
Fonte: Mapa e MRE, adaptado pela equipe Feed&Food
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