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Ritmo de produção e exportações deve definir margens da suinocultura nos próximos meses

A suinocultura deve operar em um ambiente mais desafiador, no qual o equilíbrio entre produção, custos e exportações será determinante.

Suinocultura Exportação

A suinocultura brasileira deve enfrentar um cenário de margens mais apertadas ao longo dos próximos meses, exigindo maior atenção dos produtores ao ritmo de produção e à capacidade de escoamento, especialmente no mercado externo. O ambiente de incerteza envolve tanto fatores logísticos quanto a evolução dos custos de ração no segundo semestre, aponta o Itaú BBA.

Apesar do bom desempenho das exportações até o momento, o principal ponto de atenção no setor tem sido a velocidade de crescimento da produção. A queda nos preços do suíno vivo desde o início do ano reduziu significativamente as margens, tornando o segmento mais sensível a eventuais desequilíbrios entre oferta e demanda.

Ainda assim, o cenário pode se manter relativamente favorável caso o fluxo de exportações não seja impactado por desdobramentos do conflito no Golfo Pérsico. Embora a região tenha baixa relevância como destino direto da carne suína brasileira, possíveis efeitos indiretos como aumento nos custos de frete e alterações nas rotas comerciais podem afetar o ritmo dos embarques.

Esse risco ganha maior peso diante da tendência de aumento nos abates, o que deve ampliar a oferta doméstica e exigir maior capacidade de absorção pelo mercado externo.

Suinocultura Exportação
Diante desse cenário, a suinocultura deve operar em um ambiente mais desafiador, no qual o equilíbrio entre produção, custos e exportações será determinante para a sustentabilidade das margens. Crédito: Reprodução

No campo dos custos, a atenção se volta principalmente para o comportamento da ração no segundo semestre. O milho, principal insumo, ainda carrega incertezas relacionadas ao desenvolvimento da segunda safra. O regime de chuvas nos meses de abril e maio, especialmente no Cerrado, será decisivo para a consolidação da produtividade.

Eventuais problemas climáticos nesse período podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda do cereal, elevando a volatilidade dos preços. Além disso, a demanda interna por milho segue aquecida, impulsionada tanto pela produção de proteínas animais quanto pela indústria de etanol, o que reduz a margem de segurança do mercado.

Por outro lado, o farelo de soja apresenta perspectiva mais favorável. A expectativa de uma safra robusta e o aumento do ritmo de processamento no país tendem a ampliar a oferta do insumo, contribuindo para amenizar parte dos custos de alimentação ao longo do ano.

Fonte: Itaú BBA, adaptado pela equipe da Feed&Food.

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