A Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais realizou nesta quinta-feira (18), em São Paulo, uma reunião para avaliar o desempenho de 2025, projetar 2026 e eleger sua nova diretoria. Apesar da queda de 4,5% nas vendas de suplementos minerais em 2025, a entidade demonstrou otimismo em relação à pecuária no próximo ano, citando maior lucratividade do setor, preços mais estáveis da arroba e expectativa de recuperação, ainda que fatores econômicos e políticos possam trazer desafios.
O presidente Fernando Penteado Cardoso Neto e a vice-presidente executiva Elizabeth Chagas destacaram que 2025 foi um ano desafiador, impactado por taxações dos Estados Unidos e instabilidades políticas. Mesmo assim, a ASBRAM ampliou sua atuação institucional, fortaleceu a comunicação com o setor e encerrou o ano com 100 associados, um crescimento de 18 membros em relação a 2024.
Para 2026, a entidade aponta fatores como eleições, Copa do Mundo e feriados prolongados como elementos que podem influenciar o desempenho da pecuária. Durante o encontro, Luis Adriano Teixeira, Diretor Comercial Latam da ABS, ressaltou a importância dos dados para a gestão e a tomada de decisões no agronegócio. Ele destacou o papel do Index ASBIA como ferramenta estratégica para mapear o uso de tecnologia na pecuária brasileira, permitindo que empresas antecipem tendências de mercado, planejem investimentos e ajustem produtos e serviços com maior eficiência.
Segundo ele, a informação qualificada se tornou um ativo central para competitividade e rentabilidade no setor. As perspectivas de mercado também foram reforçadas por Hyberville Neto, médico-veterinário e Diretor Geral da HN Agro, que apontou preços firmes do boi gordo, expectativa de redução da oferta de fêmeas em 2026 e exportações em bons níveis, fatores que tendem a sustentar o mercado mesmo em um cenário econômico mais fraco. Ao final da reunião, Rodrigo Miguel foi eleito presidente da ASBRAM para o biênio 2026/27, trazendo experiência internacional e foco estratégico para conduzir a entidade no próximo ciclo.

Rodrigo Miguel assume presidência da ASBRAM
Durante a reunião da ASBRAM, Marcos Whitaker conduziu a Assembleia Geral Extraordinária para eleger os membros do Conselho de Administração. Em chapa única, o Vice-Presidente Rodrigo Miguel foi eleito para o biênio 26/27. Rodrigo Miguel é General Director Latam e Membro do Comitê Técnico e de Estratégia na Royal Agrifirm Group. Ele possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV, sólido networking com o mercado global e forte habilidade de negociação com grandes contas, hoje atua como General Director Latam e Membro do Comitê Global Técnico e de Estratégia no Grupo Royal Agrifirm, onde ajudou a empresa a alcançar seus objetivos estratégicos considerando todos os stakeholders.
Ao longo de mais de 20 anos, desenvolveu sua carreira em grandes empresas do agronegócio, especialmente do mercado de nutrição animal para produção de proteínas, com foco em gestão de vendas, marketing e liderança de equipes técnicas e comerciais. Como executivo C-level, adquiriu vasta experiência internacional, coordenando e participando de projetos estratégicos na América Latina e na Europa. É especialista no desenvolvimento de planos estratégicos, com profundo entendimento de tendências de consumo e de governança familiar e corporativa, e buscando sempre desenvolver novas perspectivas de negócio.
Ele informou que pretende dar continuidade ao trabalho já muito bem-feito pela entidade. “Vamos continuar sendo referência no mercado de suplementação mineral no Brasil, mercado este que vem passando por mudanças estruturais quanto ao perfil dos produtos, adoção de tecnologia e concentração de produção de carne no Brasil”, disse.
De acordo com Rodrigo Miguel, a suplementação mineral tem se adaptado para acompanhar a evolução do mercado da pecuária. “Hoje 70% da suplementação mineral do país passa pela ASBRAM. É uma responsabilidade muito grande e nos permite ser uma referência para o mercado interno e também para a exportação”, destacou.
Ele avaliou ainda que o ano de 2026 tende a ser muito bom para a pecuária brasileira. “A produção de carne no Brasil passou a dos Estados Unidos, o que nos coloca em primeiro lugar como país produtor. A exportação também segue crescendo muito forte, com abertura de novos mercados. A perspectiva é excelente para 2026 por conta do ciclo da pecuária e da dinâmica das exportações”, finalizou.
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