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Laticínios rumo ao net zero: a descarbonização da pecuária de leite no Brasil

Durante o SIAVS, o Troféu Curuca reconhece iniciativas que comprovam que o avanço rumo ao net zero já é realidade também na pecuária leiteira brasileira.

A produção de leite vive uma transformação silenciosa, porém profunda. A agenda climática, que antes pressionava o setor, agora é encarada como oportunidade para ampliar eficiência, reduzir custos e agregar valor ao produto final. A descarbonização da cadeia láctea já é tema de estudos da Embrapa Gado de Leite, que aponta caminhos técnicos para reduzir as emissões por litro produzido, como genética voltada a maior produtividade, manejo de pastagens, aditivos nutricionais e mitigação de metano entérico.

Grandes indústrias e cooperativas têm seguido essa trilha, adotando programas de captura de carbono no solo, uso de bioinsumos e reuso de água nas propriedades integradas. Embora o Troféu Curuca tenha tradição maior em premiar iniciativas da avicultura e da suinocultura, seus vencedores têm demonstrado soluções aplicáveis ao leite, especialmente na gestão de dejetos e uso de energia renovável.

Produção de leite mais eficiente e sustentável ganha força no campo brasileiro. Crédito: Reprodução

As práticas reconhecidas em anos anteriores como biodigestores e ferramentas de nutrição de precisão hoje são incorporadas por produtores de leite que buscam reduzir a pegada de carbono e atender mercados mais exigentes.

Segundo a organização editorial da Feed&Food, que acompanha a evolução do prêmio, o net zero deixou de ser um conceito distante e passou a ser uma rota concreta. A publicação destaca que o avanço da mensuração de emissões tem permitido que os produtores tomem decisões mais acertadas, equilibrando sustentabilidade e rentabilidade.

A cadeia do leite entra, assim, em uma nova fase: mais tecnológica, mais eficiente e mais conectada às demandas socioambientais que moldam o agronegócio contemporâneo.

Fonte: Embrapa Gado de Leite e SIAVS, adaptado pela equipe Feed&Food.

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