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Recordes do agro expõem gargalo no seguro rural e ampliam risco financeiro no campo

Com eventos climáticos extremos mais frequentes e exigências de rastreabilidade, insurtech aponta que risco cresce mais rápido do que a cobertura disponível no país.

Por Kevin Nascimento

Enquanto o Brasil renova recordes de produção e exportação, o setor entra em 2026 com um gargalo que, segundo a Picsel, tem ganhado peso estratégico: o risco da produção cresce em velocidade maior do que a cobertura de seguro disponível no país.

De acordo com a empresa, eventos climáticos extremos mais frequentes, exigências de rastreabilidade e a pressão por regularidade de entrega estão tornando a lavoura brasileira mais exposta financeiramente. A avaliação é que esse cenário aumenta a preocupação não apenas do produtor rural, mas também de bancos, cooperativas, tradings e seguradoras.

Brasil renova recordes de produção e exportação e setor entra 2026 com risco da produção crescer em velocidade maior do que a cobertura de seguro disponível no país. Crédito: Reprodução

Ao mesmo tempo, a Picsel afirma que o seguro rural brasileiro ainda enfrenta entraves estruturais, como processos manuais, lentidão na emissão de apólices, dificuldade de análise de risco territorial e baixa eficiência na subscrição. Na leitura da empresa, esses fatores limitam a expansão do crédito e da proteção ao produtor.

Para a insurtech, a adoção de dados históricos, geográficos e de inteligência de risco pode contribuir para reduzir perdas, ampliar a cobertura e acelerar a emissão de apólices. A Picsel afirma trabalhar com um banco de dados de mais de 30 anos e com uma plataforma digital no modelo white label.

Segundo a empresa, testes realizados com seguradoras apontaram redução do tempo de emissão de apólices de 15 dias para 5 minutos e melhora de sinistralidade em pelo menos 20%.

Fonte: Picsel

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