O rebanho bovino brasileiro encerrou 2025 com 234,3 milhões de cabeças, queda de 1,7% frente a 2024 e segundo recuo anual consecutivo. O resultado é o menor desde 2022, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo IBGE em 30 de setembro.
O movimento está associado ao aumento dos abates nos últimos quatro anos, principalmente de fêmeas. Apesar de cair 3,7%, o Centro-Oeste manteve o maior efetivo regional, com 72,2 milhões de bovinos. O Nordeste foi a única região a crescer, avançando 2,2%, para 37,3 milhões. São Félix do Xingu (PA) segue com o maior rebanho municipal, somando 2,7 milhões de cabeças.
Leite e ovos alcançam novos máximos
O valor da produção da pecuária e aquicultura chegou a R$ 141,2 bilhões em 2025, alta de 6,2%. A produção de leite cresceu 2,7% e alcançou o recorde de 36,7 bilhões de litros, mesmo com redução de 2,7% no número de vacas ordenhadas. A produtividade avançou 5,6%, para 2.498,7 litros por vaca ao ano, resultado relacionado a condições climáticas, genética e melhorias de manejo. Castro (PR) liderou entre os municípios, com 532,8 milhões de litros.
A produção de ovos também atingiu recorde, com 5,7 bilhões de dúzias. O efetivo de galinhas avançou 5,8%, para 293,3 milhões de aves, enquanto o total de galináceos chegou a 1,6 bilhão.
Aquicultura mantém trajetória de expansão
A piscicultura brasileira produziu 783 mil toneladas em 2025, avanço de 7,1%. A tilápia respondeu por 68,2% desse volume, com 533,7 mil toneladas.
A produção de camarão cresceu 18,2%, para o recorde de 172,4 mil toneladas, enquanto ostras, vieiras e mexilhões somaram 9,9 mil toneladas, alta de 3,3%.
Entre os demais rebanhos, os suínos permaneceram praticamente estáveis, com 44 milhões de animais. Caprinos chegaram a 13,5 milhões e ovinos a 22,3 milhões, ambos em níveis recordes.



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