A semeadura da soja da safra 2026/27 alcançou 33,28% da área prevista em Mato Grosso até 9 de outubro, após avançar 23,04 pontos percentuais em uma semana. Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram uma recuperação no ritmo dos trabalhos, favorecida pelo retorno das chuvas em parte do estado e pela intensificação das operações nas maiores propriedades.
O percentual está 12,06 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra 2025/26, quando a estiagem prejudicou o andamento do plantio. Na comparação com a temporada 2023/24, entretanto, a semeadura permanece 1,81 ponto percentual abaixo.
Médio-Norte e Oeste lideram avanço
Entre as regiões produtoras, o Médio-Norte apresentou o maior avanço semanal, de 35,58 pontos percentuais, alcançando 50,22% da área prevista. No Oeste, o crescimento foi de 23,42 pontos percentuais, com 41,83% da área semeada.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas propriedades de maior extensão, que intensificaram as operações de plantio ao longo da semana.

As precipitações também favoreceram os trabalhos nas regiões Sudeste e Nordeste. No Noroeste, porém, a irregularidade das chuvas continua dificultando a semeadura, concentrada principalmente no município de Brasnorte, próximo à divisa com a região Oeste.
Calendário da soja influencia segunda safra de milho
A recuperação do ritmo de plantio é importante para o planejamento da segunda safra de milho, cultivada após a colheita da soja. Quanto mais cedo a oleaginosa é estabelecida, maior tende a ser a possibilidade de organizar a semeadura do cereal dentro de uma janela agrícola favorável.
Esse calendário interessa diretamente às cadeias de proteína animal, já que o milho e o farelo de soja estão entre os principais ingredientes utilizados na fabricação de rações para aves e suínos.
Apesar da aceleração, a evolução das lavouras ainda depende da regularidade das chuvas nas próximas semanas. A falta de umidade em determinadas regiões pode provocar novos atrasos e comprometer o estabelecimento inicial das plantas.
O avanço observado até 9 de outubro representa uma recuperação operacional, mas ainda não permite antecipar resultados de produtividade ou volume final da safra 2026/27.



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