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Rabobank: novos mercados impulsionam exportações recordes de carne suína do Brasil

Com queda nas vendas à China, país conquista novos mercados na Ásia e América Latina e mantém margens elevadas
Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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Brasil alcançou o melhor desempenho de sua história nas exportações de carne suína para um primeiro trimestre, segundo o relatório Global Pork Quarterly – Q2 2025, elaborado pelo Rabobank. De janeiro a março deste ano, o país embarcou 325 mil toneladas do produto, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024. A receita cresceu ainda mais: 33%, totalizando US$ 777 milhões.

Mesmo com uma redução de 22% nas exportações para a China, o setor compensou a queda com a expansão em novos mercados. As Filipinas se tornaram o principal destino da carne suína brasileira, com um crescimento impressionante de 86% no volume importado, representando 21% do total exportado pelo Brasil no trimestre. Outros destaques incluem Hong Kong (+37%), Japão (+77%), Singapura, Argentina, Uruguai e México, todos com avanços de dois dígitos.

O relatório também destaca que os preços da carne suína brasileira estão 28% acima dos registrados no mesmo período de 2024, mesmo com a valorização dos custos de produção, especialmente do milho. Ainda assim, os produtores brasileiros mantêm margens favoráveis, entre 20% e 25% no primeiro trimestre, impulsionados pela forte demanda externa e pela oferta ajustada no mercado doméstico.

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As Filipinas se tornaram o principal destino da carne suína brasileira, com um crescimento impressionante de 86% no volume importado, representando 21% do total exportado pelo Brasil no trimestre.

As perspectivas para o segundo trimestre seguem otimistas. Dados preliminares de abril indicam crescimento de 31% nos embarques diários em relação ao ano passado e um aumento de 8% nos preços médios. Se essa tendência se mantiver, o mês pode consolidar um novo recorde em volume e receita.

Para o Rabobank, o Brasil deve continuar ganhando espaço globalmente, beneficiado pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, além do bom status sanitário e da competitividade frente a outros exportadores.

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