Mesa de Mercado · CEPEA
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Rastreabilidade avança com novas exigências para a carne bovina

PNIB entra em nova etapa enquanto Europa amplia regras de acesso ao mercado.

A rastreabilidade ganha espaço na agenda da pecuária brasileira em um momento de recordes produtivos e de novas exigências para o comércio internacional. No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 1,705 milhão de toneladas de carne bovina, alta de 15,5%, e faturou US$ 9,85 bilhões, crescimento de 36,2% frente ao mesmo período de 2025.

No mercado interno, o movimento também foi de expansão. O País abateu 10,29 milhões de bovinos sob inspeção sanitária no primeiro trimestre, aumento de 3,3% e maior resultado já registrado para o período desde o início da série do IBGE, em 1997.

Europa amplia exigências

A partir de 3 de setembro, passam a valer na União Europeia regras que condicionam as importações de animais destinados à produção de alimentos e produtos de origem animal ao cumprimento de restrições europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos. Entre elas estão a proibição do uso para promoção de crescimento ou aumento de rendimento.

Identificação individual de bovinos ganha relevância com o avanço da rastreabilidade e das novas exigências de comprovação de origem na cadeia da carne. Crédito: Reprodução.

Outro marco ocorre em 30 de dezembro, quando a European Union Deforestation Regulation (EUDR) começa a ser aplicada a grandes e médios operadores. Bovinos e produtos derivados estão entre as cadeias abrangidas, com exigências de comprovação de que os produtos não estejam associados ao desmatamento e tenham sido produzidos conforme a legislação do país de origem.

Brasil prepara identificação individual

No País, 2026 corresponde à etapa de adequação dos sistemas estaduais e integração das bases ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB). Entre 2027 e 2029, começa a identificação obrigatória de animais submetidos a determinados manejos sanitários e incluídos em protocolos privados.

A fase final, de 2030 a 2032, prevê a identificação dos bovinos e búfalos antes da primeira movimentação, até alcançar todo o rebanho nacional.

Para a presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina, o desafio será conectar informações de diferentes etapas da cadeia. A interoperabilidade das bases, a padronização dos registros e a inclusão dos produtores estão entre os pontos discutidos pelo setor durante a implementação do sistema.

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