O poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja recua em agosto pelo segundo mês consecutivo. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento combina a desvalorização do frango vivo com a alta dos principais insumos utilizados na alimentação das aves.
A oferta elevada de animais no mercado interno pressionou as cotações do frango vivo no início do mês. Com a redução desse excedente ao longo das últimas semanas, porém, os valores passaram a apresentar maior estabilidade.
Carne encontra estabilidade em São Paulo
No mercado da carne, as cotações também se estabilizaram nos últimos dias. Em 20 de agosto, o frango inteiro congelado foi negociado a R$ 7,17 por quilo no estado de São Paulo, sem alteração diária e com valorização acumulada de 0,42% no mês.

O frango resfriado apresentou comportamento semelhante, cotado a R$ 7,18 por quilo, também estável no dia e com avanço mensal de 0,42%.
Os valores atuais, entretanto, estão ligeiramente abaixo dos registrados em 14 de agosto, quando o congelado estava em R$ 7,19 por quilo e o resfriado em R$ 7,20.
Farelo de soja amplia pressão
Do lado dos custos, milho e farelo de soja seguem em trajetória de valorização. De acordo com a equipe de Grãos do Cepea, o movimento tem sido mais intenso para o derivado da soja, influenciado pela disputa entre compradores dos mercados interno e externo e pela valorização do dólar frente ao real.

Como milho e farelo representam componentes centrais da alimentação das aves, a combinação de insumos mais caros e menor valor do animal reduz a quantidade desses produtos que o avicultor consegue adquirir com a receita obtida na venda do frango.
O movimento prolonga a pressão observada em julho e mantém a relação de troca como um dos principais indicadores acompanhados pelo setor para avaliar as condições econômicas da produção.



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