As exportações de carne suína de Goiás mantiveram ritmo de crescimento nos primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, o estado embarcou 8,9 mil toneladas da proteína, avanço de 23,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Agro em Dados, levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
A receita com as vendas externas chegou a US$ 16,4 milhões no período. O preço médio do produto exportado, porém, recuou 12,6% na comparação anual, para US$ 1.830,72 por tonelada.
Somente em maio, Goiás exportou 1,9 mil toneladas de carne suína, aumento de 53,4% frente ao mesmo mês do ano passado. A receita mensal alcançou US$ 3,4 milhões.
Singapura concentra vendas goianas
Singapura foi o principal destino da carne suína goiana entre janeiro e maio, respondendo por 50,9% do valor exportado. O país asiático adquiriu cerca de 3 mil toneladas, movimentando aproximadamente US$ 8,3 milhões.

Hong Kong apareceu na sequência, com participação de 10,4% na receita, seguido por Angola, com 7,9%, Geórgia, com 7,1%, e Vietnã, com 4,8%. A carne suína in natura representou 83,8% do valor exportado pela cadeia no período.
Abate cresce em Goiás e no Brasil
No primeiro trimestre de 2026, Goiás abateu 493,5 mil suínos, alta de 0,5% na comparação com igual período de 2025. O estado ocupou a oitava posição no ranking nacional e respondeu por 3,2% dos animais abatidos no País.
No Brasil, foram abatidos 15,27 milhões de suínos no primeiro trimestre, crescimento de 5,5% e maior resultado já registrado para o período na série histórica do IBGE.
As exportações brasileiras também avançaram. No primeiro semestre, o País embarcou 794,2 mil toneladas de carne suína, aumento de 10% frente ao mesmo intervalo de 2025. A receita chegou a US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9%.
Em 2025, o Brasil produziu 5,592 milhões de toneladas da proteína e exportou 1,510 milhão, encerrando o ano como terceiro maior exportador mundial, segundo a ABPA.



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