Os preços dos ovos perderam força na segunda quinzena de agosto de 2026, após um período de maior estabilidade na primeira metade do mês. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a desaceleração das vendas aumentou a pressão de atacadistas e varejistas por descontos nas negociações.
Com a demanda mais fraca, produtores passaram a aceitar reduções para favorecer o escoamento e evitar o acúmulo de estoques nas granjas. A disponibilidade controlada do produto em algumas regiões, entretanto, tem limitado a intensidade das quedas.
Bastos e Grande São Paulo registram recuos
As cotações de 20 de agosto mostram movimentos distintos entre as praças acompanhadas pelo Cepea. Em Bastos (SP), referência importante da produção nacional, o ovo branco foi negociado a R$ 129,51, queda diária de 0,35%, enquanto o vermelho chegou a R$ 141,14, recuo de 2,16%.
Na Grande São Paulo, o branco ficou em R$ 136,47, baixa de 0,27%, e o vermelho foi negociado a R$ 150,14, desvalorização de 1,07%.

Em outras regiões, porém, os ovos brancos tiveram valorização pontual. Na Grande Belo Horizonte (MG), a cotação alcançou R$ 137,72, alta diária de 1,52%. Em Santa Maria de Jetibá (ES), chegou a R$ 136,83, avanço de 1,76%.
Oferta limita pressão sobre mercado
Em Recife (PE), o ovo branco foi cotado a R$ 146,59 e o vermelho a R$ 151,20 no dia 20, sem variação diária indicada no levantamento.
Mesmo com diferenças regionais, o Cepea aponta enfraquecimento do mercado nesta segunda metade do mês. Os recuos são observados tanto em regiões produtoras quanto nos atacados de centros consumidores, refletindo principalmente o menor ritmo das vendas.
A evolução da demanda e a disponibilidade de ovos nas granjas devem continuar determinando a intensidade dos ajustes de preços ao longo das próximas negociações.



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