Nos últimos meses, o tema voltou a circular com força no campo. Em rodas de conversa, reuniões e análises de mercado, cresce a expectativa de que o preço da arroba volte a reagir ao longo desse ano. Não é nada novo, na verdade, já temos mais de 100 anos de histórico de mercado que mostram que o ciclo pecuário existe, acontece e tem um padrão em todos os países pecuários (Estados Unidos, Austrália, Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina…). Mas se todo o mundo sabe que isso existe, por que ele continua acontecendo? Exatamente por causa dos sentimentos e dores (principalmente no bolso) que ele gera em cada uma das suas fases.
O ciclo de alta é sempre o momento que reacende a chama: a ideia de que o cenário pode começar a virar, e quando a arroba do boi sobe, o humor das fazendas melhora, as conversas ganham ânimo e surge aquela sensação de “agora vai”. É natural. O alívio chega, o “caixa respira”, mas, sem gestão, vira euforia, e a euforia pode cegar.
Em ciclos de alta, muita gente confunde faturamento com lucro e dinheiro entrando com dinheiro sobrando. A fazenda começa a girar mais, o caixa parece respirar e, de repente, decisões importantes passam a ser tomadas no impulso: compras, investimentos, aumentos de custo fixo, compromissos longos. Não porque o produtor “não sabe trabalhar”, pelo contrário: quase sempre é porque ele trabalha demais e mede de menos.
A arroba em alta não é a vilã. Na verdade, ela costuma fazer o que a rotina esconde: escancarar o que estava desorganizado. Em momento bom, o erro fica mais caro, o risco fica mais invisível e a conta chega com atraso, às vezes quando o mercado já virou e não dá mais tempo de corrigir com calma.
Leia a matéria completa na edição 227 da revista Feed&Food

LEIA TAMBÉM
ADM inaugura fábrica de premix no Paraná e amplia capacidade da nutrição animal no Brasil
Bem-estar animal ganha protagonismo na avicultura e entra no centro do debate técnico
JBS abre mais de 500 vagas no interior de São Paulo com foco na indústria de alimentos





