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Proteína animal sustenta exportações e carne bovina lidera crescimento em setembro

exportações

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

As exportações brasileiras de proteína animal tiveram desempenho de destaque em setembro de 2025, ajudando a sustentar o saldo positivo da balança comercial no mês. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, até a 4ª semana, os embarques de carnes e derivados reforçaram o protagonismo do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de alimentos.

Entre as principais proteínas, a carne bovina apresentou crescimento expressivo. Foram exportados US$ 1,65 bilhão no período, com média diária de US$ 82,71 milhões, alta de 52,9% em relação ao mesmo mês de 2024. O avanço consolidou a bovinocultura como principal destaque do setor, ampliando sua participação na pauta total das exportações de 3,98% para 5,98%.

Já a carne de frango e suas miudezas registrou queda de 5,7% na comparação anual, somando US$ 777,25 milhões (média diária de US$ 38,86 milhões). Apesar da retração, a avicultura mantém papel relevante e responde por 2,8% do total exportado pelo país.

Na sequência, a carne suína apresentou desempenho mais estável, mantendo embarques consistentes principalmente para mercados da Ásia e da América do Sul. Os números reforçam a importância do setor na diversificação da proteína animal exportada, embora em menor volume quando comparado a bovinos e aves.

exportações

Além das carnes, os ovos e o leite também marcaram presença. As exportações de ovos in natura e processados seguem em expansão, puxadas pela demanda de países do Oriente Médio. O setor lácteo, por sua vez, mantém trajetória de crescimento moderado, especialmente em derivados como leite em pó, que encontram espaço em mercados da África e da Ásia.

Outro ponto importante da pauta foi o embarque de farelos de soja e farinhas de origem animal, que, apesar da queda de 7,1% (US$ 683,41 milhões), reforçam sua função estratégica como insumos da cadeia de proteína animal, garantindo competitividade à produção de carnes, leite e ovos.

O desempenho conjunto desses segmentos confirma a robustez do agronegócio brasileiro. Enquanto a carne bovina sustenta o maior crescimento, aves, suínos, lácteos e ovos mantêm o país em posição de destaque no abastecimento mundial de proteína animal, consolidando um setor que, mesmo diante de oscilações de mercado, segue como pilar da balança comercial.

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