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Proteína animal: exportações em alta, mesmo com a Guerra

Conflito no Oriente Médio pressiona logística, mas exportações de proteína animal seguem crescendo.

exportações em alta

A escalada do conflito no Oriente Médio tem impactado a logística global e elevado os custos operacionais da cadeia de proteína animal brasileira, sem, até o momento, interromper o fluxo das exportações. Dados recentes indicam que os embarques brasileiros de carne de frango em março devem superar os volumes registrados no mesmo período do ano passado, mesmo diante de restrições operacionais decorrentes da instabilidade na região.

Quem explica essa questão com exclusividade à Feed&Food é o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin. Segundo ele, o Oriente Médio concentra cerca de 30% das exportações brasileiras do produto e permanece como um dos principais destinos da proteína nacional. “As operações logísticas foram ajustadas para contornar riscos em rotas tradicionais. Exportadores passaram a utilizar trajetos alternativos, incluindo o Mar Vermelho e o Canal de Suez, além de soluções combinadas com desembarque em portos intermediários e transporte terrestre até mercados como Iraque, Catar e Emirados Árabes Unidos. As mudanças ampliaram o tempo de trânsito e a complexidade das operações”, relata.

exportações em alta
Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o Oriente Médio concentra cerca de 30% das exportações brasileiras do produto e permanece como um dos principais destinos da proteína nacional.

Ele aponta que o aumento dos custos é um dos principais efeitos observados. A alta do petróleo tem pressionado o preço do diesel e dos fretes, impactando tanto o transporte internacional quanto a movimentação interna de insumos e produtos. “Também foram incorporados custos adicionais relacionados a seguros, prêmios de risco e armazenagem, em função do ambiente de maior incerteza logística”, afirma.

Segundo Santin, o fluxo de exportações tem sido mantido com ajustes operacionais. “Mesmo com as dificuldades logísticas, as exportações seguem ocorrendo. O setor tem adotado alternativas de rotas e soluções operacionais para garantir o abastecimento dos mercados.  Nesse ritmo, os embarques de março se mantêm positivos”, afirma.

Santin ressalta que o impacto atual está concentrado na logística e nos custos. “Há aumento de despesas, especialmente com fretes e seguros, mas não há, até o momento, interrupção relevante do comércio. A demanda permanece ativa, especialmente em mercados dependentes de importação”, diz.

Ainda de acordo com Santin, os importadores têm mantido os pedidos e, em alguns casos, ajustado suas operações para absorver parte dos custos adicionais, com o objetivo de garantir a regularidade do abastecimento. O setor segue monitorando os desdobramentos do conflito e seus efeitos sobre a cadeia logística internacional.

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