Os preços do milho apresentaram queda na região de Campinas (SP), referência do Indicador ESALQ/BM&FBovespa, ao longo da última semana. O movimento foi influenciado pelo aumento da oferta com o avanço da colheita da safra de verão.
Segundo pesquisadores do Cepea, o maior volume disponível no mercado spot levou compradores a recuarem nas negociações ou a ofertarem valores abaixo das pedidas pelos vendedores.
Apesar da queda no indicador paulista, o comportamento dos preços não foi uniforme no país, com altas registradas em outras regiões produtoras.
Oferta maior pressiona negociações no mercado spot
O avanço da colheita elevou a disponibilidade de milho no curto prazo, impactando diretamente a dinâmica de negociação em Campinas.
Com maior oferta, compradores adotaram postura mais cautelosa, pressionando os preços no principal indicador do mercado.
Esse cenário reflete o ajuste natural entre oferta e demanda em períodos de entrada de safra.

Produtores sustentam preços fora do eixo paulista
Em outras regiões, no entanto, os preços seguiram em alta, sustentados pela posição firme dos produtores.
As incertezas relacionadas aos custos de frete têm contribuído para essa resistência, limitando a queda das cotações fora do eixo de referência.
Esse comportamento evidencia diferenças regionais na formação de preços do cereal.
Exportações avançam e reforçam demanda
No mercado externo, os embarques brasileiros de milho seguem em ritmo acelerado. Dados da Secex indicam que, nos primeiros 15 dias úteis de março, foram exportadas 784,2 mil toneladas.
O volume já representa cerca de 90% do total embarcado em março do ano anterior, com ritmo diário 14% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O desempenho das exportações contribui para sustentar a demanda e influencia o comportamento dos preços no mercado interno.
Cenário segue dependente de logística e oferta
A tendência para o mercado de milho permanece atrelada ao avanço da colheita, à dinâmica de exportações e aos custos logísticos.
A combinação desses fatores deve continuar determinando o comportamento dos preços nas diferentes regiões do país nas próximas semanas.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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