O ano de 2025 impôs um dos ambientes mais desafiadores da última década para a indústria de nutrição animal no Brasil. Custos elevados de insumos, forte volatilidade cambial, oscilações nos mercados internacionais de milho, soja e aditivos, além de impactos geopolíticos sobre logística e comércio de commodities, testaram a capacidade de gestão das empresas do setor. Ainda assim, o período acabou evidenciando a maturidade e a resiliência da cadeia produtiva.
Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, a indústria respondeu com rapidez e capacidade de adaptação. Houve revisão de formulações, busca por alternativas de insumos, ajustes nas estratégias de compra, ampliação da gestão técnica e adequação a novos regulamentos. O resultado, avalia, foi um setor mais preparado e fortalecido ao final do ano.
Mesmo em meio às turbulências, a demanda global por proteínas permaneceu estável e robusta. Para Zani, esse cenário reforça a posição estratégica do Brasil no mercado internacional. “O mundo continua olhando para o Brasil com confiança, não apenas pela quantidade que produzimos, mas pela qualidade, pela competitividade e pela regularidade da nossa entrega. Isso só é possível porque nossa cadeia integrada é moderna, profissionalizada e atenta às tendências globais”, afirma. Na avaliação do executivo, produtividade e sustentabilidade já não são caminhos opostos, mas complementares.
Três pilares para o crescimento
Ao projetar o futuro próximo, Zani aponta que o desempenho da indústria de rações e de toda a cadeia de proteína animal estará sustentado em três pilares centrais: eficiência, sustentabilidade e integração. Em um ambiente de alta volatilidade, a eficiência em compras, formulações, gestão de insumos e processos torna-se decisiva para a competitividade. Planejamento e precisão passam a diferenciar empresas mais preparadas das mais vulneráveis.
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