Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A produção animal no Espírito Santo apresentou crescimento expressivo ao longo de 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), em conjunto com a Secretaria da Agricultura (Seag). O desempenho positivo foi puxado principalmente pelas cadeias da avicultura e suinocultura, que mantêm trajetória de expansão e investimentos em biosseguridade.
No acumulado do ano, a avicultura de corte registrou o abate de 32,7 milhões de frangos, representando um avanço de 6,5% em relação a 2023. Já a produção de ovos atingiu 382,5 milhões de unidades, crescimento de 4,6%, consolidando a avicultura como uma das atividades mais robustas do setor pecuário capixaba, especialmente na região Serrana.
A suinocultura também apresentou desempenho positivo, com o abate de 408,1 mil cabeças — aumento de 3,1% na comparação anual. Os resultados refletem o esforço contínuo dos produtores em aprimorar a sanidade e o manejo, além de responder à demanda do mercado com rastreabilidade e qualidade.

Na bovinocultura, o Espírito Santo encerrou 2024 com 202 mil cabeças abatidas. Embora o crescimento tenha sido mais modesto, a pecuária bovina permanece como um segmento relevante, beneficiado pelo status sanitário de zona livre de febre aftosa sem vacinação, conquistado em 2023. Essa certificação fortalece o posicionamento do estado em mercados exigentes e valoriza a produção local.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os números refletem a resiliência e o dinamismo do setor. “A pecuária capixaba vem crescendo com responsabilidade sanitária, investimentos em assistência técnica e atenção à qualidade dos produtos. Esses avanços sustentam a competitividade do Espírito Santo no cenário nacional”, afirma.
Com ganhos em produtividade e sanidade, o segmento de proteínas animais se consolida como um dos motores do agro capixaba, contribuindo para o abastecimento interno e para a inserção estratégica do estado em novos mercados.
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