Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A pecuária foi um dos principais motores da alta dos preços pagos ao produtor agropecuário brasileiro no primeiro semestre de 2025. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA-Pecuária/Cepea avançou 27,3% no período, desempenho que contribuiu de forma decisiva para o crescimento de 18,4% do IPPA/Cepea geral frente ao mesmo período de 2024.
Segundo os pesquisadores, todos os produtos que compõem o segmento de produção animal registraram valorização significativa. A arroba bovina liderou as altas, com avanço de 36%, impulsionada pela demanda externa aquecida, em especial da China, e por uma oferta mais restrita no campo. Os preços do suíno vivo subiram 29,6%, reflexo da recomposição de margens de produtores e do bom ritmo de embarques.

O setor lácteo também apresentou desempenho positivo: o leite cru teve valorização de 16,6% no semestre, influenciado tanto pelo aumento da competição entre laticínios na captação quanto pela elevação dos custos de produção. Os ovos, por sua vez, subiram 16,5%, sustentados por demanda interna firme e custos elevados de insumos. Já o frango vivo apresentou alta de 15%, favorecido pelo câmbio valorizado e pelo bom desempenho das exportações.
Na avaliação do Cepea, o resultado reflete um cenário de mercado interno aquecido e de competitividade no comércio internacional, com produtos de origem animal brasileiros acompanhando a valorização dos preços globais. Apesar da desaceleração no segundo trimestre, quando o IPPA/Cepea geral recuou 2% em relação ao primeiro, a pecuária manteve patamar elevado de preços, reforçando sua importância na formação da renda do produtor rural em 2025.
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