Nas últimas décadas, os sistemas de produção de proteína animal passaram por uma transformação profunda impulsionada por avanços científicos na nutrição, genética, manejo e tecnologia. A nutrição animal, em particular, tem desempenhado papel central no aumento da eficiência produtiva, na redução de custos e no fortalecimento da sustentabilidade ambiental da produção de carnes, leite e ovos. Esses avanços permitiram melhorar a conversão alimentar, reduzir perdas de nutrientes e diminuir o impacto ambiental da atividade pecuária.
Um dos principais avanços na nutrição animal foi o desenvolvimento de sistemas mais precisos de formulação de dietas. Antigamente, as dietas eram formuladas com base em nutrientes totais presentes nos ingredientes. Atualmente, a formulação passou a considerar nutrientes digestíveis ou metabolizáveis, como aminoácidos digestíveis em monogástricos e proteína metabolizável em ruminantes. Essa mudança permitiu ajustar com maior precisão as exigências nutricionais dos animais, evitando excessos ou deficiências nutricionais. Como consequência, houve melhoria no desempenho produtivo e redução da excreção de nutrientes no ambiente, especialmente nitrogênio e fósforo.
Outro avanço importante foi a evolução no conhecimento das exigências nutricionais específicas para cada fase de produção. Sistemas modernos de alimentação utilizam programas de nutrição faseada, nos quais as dietas são ajustadas conforme idade, peso ou estágio fisiológico do animal. Em aves e suínos, por exemplo, é comum utilizar diferentes rações ao longo do crescimento, permitindo melhor aproveitamento dos nutrientes. Esse modelo reduz desperdícios e aumenta a eficiência alimentar, pois cada fase recebe exatamente os nutrientes necessários.
O uso de aditivos nutricionais também representa um dos maiores avanços da nutrição animal moderna. Enzimas exógenas, probióticos, prebióticos, ácidos orgânicos, fitogênicos e adsorventes de micotoxinas são amplamente utilizados para melhorar a digestibilidade dos alimentos, a saúde intestinal e a segurança alimentar. Entre esses aditivos, as enzimas, como fitase e xilanase, destacam-se por aumentar a disponibilidade de nutrientes presentes nos ingredientes vegetais, permitindo reduzir a inclusão de minerais inorgânicos e diminuir a poluição ambiental causada pela excreção de fósforo.
Leia a matéria completa na edição 228 da revista Feed&Food

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