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Primeira cessão de águas da União no Amazonas prevê 120 toneladas de tambaqui

Contrato entregue em Iranduba autoriza produção aquícola em área de domínio federal.

O Amazonas recebeu, em 25 de setembro, o primeiro contrato de cessão de uso de águas da União destinado à produção de pescado no estado. A entrega ocorreu em Iranduba (AM) e permitirá ao produtor autorizado cultivar tambaqui, com produção estimada em aproximadamente 120 toneladas por ano.

A medida regulariza a utilização de área hídrica de domínio federal para fins aquícolas e abre caminho para a exploração produtiva dentro das exigências estabelecidas pelos órgãos responsáveis.

Cessão formaliza uso da área

Para utilizar águas da União na aquicultura, o interessado precisa apresentar projeto com informações técnicas, ambientais e geográficas.

Após análise de viabilidade, o processo também passa pela Marinha do Brasil, responsável por aspectos ligados à segurança da navegação, e pela Secretaria do Patrimônio da União, que participa da gestão das áreas federais.

Visita técnica ao Inpa, em Manaus, acompanhou obras de reestruturação de viveiros e laboratório voltados à pesquisa e ao desenvolvimento da aquicultura na Amazônia. Crédito: Reprodução/MPA

Com a assinatura do contrato, o produtor deve manter as licenças ambientais necessárias e informar periodicamente os dados de produção.

No caso de Iranduba, a autorização será direcionada ao cultivo de tambaqui, uma das principais espécies da piscicultura amazônica.

Pesquisa entra na agenda do setor

Durante a mesma agenda no Amazonas, representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura visitaram o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, onde acompanharam as obras de reforma de um laboratório dedicado à aquicultura.

A estrutura é voltada à pesquisa, formação de profissionais e desenvolvimento de tecnologias para produção de pescado na região.

A combinação entre regularização das áreas produtivas, pesquisa e acesso a tecnologias é considerada parte da estratégia para ampliar a aquicultura em águas públicas e aumentar a produção regional de pescado.

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