Os prêmios de exportação do óleo de soja seguem nos menores patamares da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), iniciada em junho de 2004. Apesar da recuperação observada na semana passada, os valores ainda permanecem em níveis considerados historicamente baixos pelo centro de pesquisas.
Segundo pesquisadores do Cepea, o cenário é resultado da ampla disponibilidade de óleo de soja na América do Sul, fator que mantém a pressão sobre os prêmios no mercado internacional. Além disso, a demanda por biodiesel no Brasil tem ficado abaixo das expectativas do mercado, o que também contribui para limitar a sustentação dos valores.

Oferta elevada pressiona mercado
A combinação entre maior disponibilidade regional e consumo doméstico aquém do esperado tem influenciado a formação dos prêmios de exportação. Na prática, esse movimento reduz o adicional pago pelo produto brasileiro no mercado externo, mesmo em um momento de alguma reação nos preços.
Apesar da pressão, a retração dos prêmios também tem ampliado a competitividade do óleo de soja brasileiro no comércio internacional. Com valores mais atrativos para compradores externos, os embarques tendem a encontrar maior sustentação, o que ajuda a reduzir parte dos efeitos negativos sobre o mercado doméstico.

Competitividade limita queda interna
De acordo com o Cepea, o avanço da competitividade externa tem favorecido as exportações e limitado os impactos baixistas sobre os preços internos. Esse comportamento mostra que, embora os prêmios estejam em patamares historicamente baixos, a demanda internacional pode atuar como fator de equilíbrio para o setor.
O mercado deve seguir atento à relação entre oferta sul-americana, ritmo das exportações e demanda por biodiesel no Brasil. Esses fatores serão determinantes para a evolução dos prêmios e para o comportamento dos preços do óleo de soja nas próximas semanas.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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