Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Pressão de compradores leva médias do milho aos menores patamares do ano

Avanço da colheita da segunda safra, estoques no curto prazo e queda nos preços internacionais reduzem o ritmo das negociações no mercado interno

As médias mensais do milho registradas em parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) estão entre as menores do ano, em termos nominais. A pressão vem principalmente de compradores no mercado interno e nos portos, em um cenário marcado pelo início da colheita da segunda safra e pela postura mais cautelosa dos consumidores.

Segundo levantamento do Cepea, com dados parciais de junho até o dia 18, as quedas são observadas especialmente em praças produtoras. O movimento reflete a expectativa de maior oferta com o avanço dos trabalhos no campo, fator que tem influenciado diretamente a formação de preços na maior parte das regiões monitoradas.

Compradores adiam negociações

No mercado interno, consumidores seguem atentos ao ritmo da colheita da segunda safra e indicam possuir estoques suficientes para atender à demanda no curto prazo. Com isso, parte desses agentes tem postergado novas compras, aguardando melhores oportunidades de negociação.

Outro fator que pesa sobre os preços é a queda recente das cotações internacionais, que reduz a paridade de exportação. Esse movimento diminui a atratividade das vendas externas e contribui para uma maior pressão sobre os valores praticados no mercado doméstico.

Indicador do Milho ESALQ/BM&FBovespa mostra saca cotada a R$ 62,97 em 19 de junho, com queda acumulada de 2,99% no mês. Crédito: Cepea

Do lado vendedor, a postura ainda é de cautela. De acordo com pesquisadores do Cepea, produtores que não precisam fazer caixa imediatamente ou liberar espaço nos armazéns têm limitado as negociações, evitando ampliar a pressão sobre os preços em um momento de maior oferta.

Clima também entra no radar

Além da dinâmica de oferta e demanda, o clima segue no radar dos agentes do setor. A atuação do El Niño foi confirmada no Brasil e pode aumentar as chuvas na região Sul, além de provocar irregularidade nas precipitações e elevação das temperaturas no Centro-Oeste.

Para o milho, o fenômeno exige atenção porque pode impactar etapas importantes do ciclo produtivo. No Sul do País, a semeadura da safra de verão pode ser prejudicada pelo excesso de chuvas. Já no Centro-Oeste, eventuais atrasos na primeira safra podem comprometer o calendário da segunda temporada, que depende de uma janela adequada de plantio.

O comportamento dos preços nos próximos dias deve seguir condicionado ao avanço da colheita, ao posicionamento de compradores e vendedores e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Para o mercado, a combinação entre maior oferta, demanda cautelosa e incertezas climáticas mantém o cenário de atenção.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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