As cotações de praticamente todos os produtos da cadeia suinícola vêm registrando quedas expressivas neste início de 2026 nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Segundo o Centro de Pesquisas, o movimento de baixa está diretamente relacionado ao período de férias escolares, que reduz o consumo interno, além do aumento da oferta tanto de animais vivos quanto da carne no mercado.

No atacado, diante da pressão sobre os preços domésticos, frigoríficos passaram a priorizar os embarques para o mercado externo, buscando maior rentabilidade nas exportações. Esse comportamento foi confirmado por dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea.
De acordo com o levantamento, a média diária de embarques de carne suína nesta parcial de janeiro permanece próxima à observada ao longo de 2025, em torno de 5,1 mil toneladas por dia, indicando que, mesmo com o cenário interno mais pressionado, o escoamento externo segue em ritmo estável.
O Cepea destaca que, enquanto a demanda interna não se recupera e a oferta segue elevada, o setor deve continuar enfrentando dificuldades para sustentar as cotações no curto prazo.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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