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Pneumonia bovina impacta desempenho e exige foco em prevenção no confinamento

Doença respiratória reduz ganho de peso, piora conversão alimentar e compromete eficiência produtiva

pneumonia bovina

A Doença Respiratória Bovina (DRB), conhecida como pneumonia bovina, segue como um dos principais desafios sanitários nos sistemas de confinamento no Brasil. Em um cenário de busca por eficiência produtiva, a enfermidade impacta diretamente o desempenho dos animais e a rentabilidade da operação.

No confinamento, o problema vai além dos custos com tratamento. A doença compromete o consumo de matéria seca, eleva o gasto energético dos animais e reduz a eficiência metabólica, gerando perdas que muitas vezes não são recuperadas ao longo do ciclo produtivo.

Impacto direto na performance

Quando acometidos pela DRB, os bovinos tendem a reduzir a ingestão alimentar por vários dias, o que afeta o ganho médio diário e a conversão alimentar. Esse período de baixa ingestão, conhecido no setor como “dias de cocho perdidos”, tem efeito acumulativo e impacta diretamente a produtividade final.

Mesmo após a recuperação clínica, parte dos animais não retoma o desempenho esperado, o que resulta em menor produção de arrobas e perda de eficiência no sistema.

Período crítico no confinamento

As primeiras semanas após a entrada no confinamento são consideradas as mais críticas para o desenvolvimento da doença. Fatores como transporte, mudança de ambiente e mistura de lotes elevam o estresse e aumentam a vulnerabilidade dos animais.

Nesse contexto, a adoção de estratégias preventivas torna-se determinante para reduzir riscos e preservar o desempenho produtivo ao longo do ciclo.

pneumonia bovina
Bovino em sistema intensivo: doenças respiratórias como a pneumonia comprometem consumo, ganho de peso e eficiência produtiva no confinamento. Crédito: Reprodução

Manejo sanitário e nutricional

A vacinação é uma das principais ferramentas no controle da doença, contribuindo para reduzir a incidência e a gravidade dos quadros clínicos. No entanto, especialistas destacam que o objetivo não é eliminar totalmente a ocorrência, mas minimizar seus impactos produtivos.

Além disso, o estado nutricional dos animais influencia diretamente a resposta imunológica. A suplementação adequada com minerais e vitaminas pode contribuir para melhorar a adaptação ao confinamento e reduzir a vulnerabilidade nos períodos mais críticos.

Avaliação de risco como estratégia

Outro ponto relevante é a necessidade de individualizar o manejo sanitário. A avaliação de risco deve considerar fatores como origem dos animais, histórico sanitário, condições de transporte e estado corporal na chegada.

Com base nessa análise, é possível ajustar protocolos e aumentar a eficiência das intervenções, evitando medidas padronizadas que nem sempre atendem às necessidades de cada lote.

Diagnóstico precoce reduz prejuízos

Mesmo com estratégias preventivas, a ocorrência de casos clínicos ainda é possível. Nesses casos, a identificação precoce é fundamental para reduzir os impactos produtivos.

O tratamento rápido, com uso adequado de medicamentos e controle da inflamação, contribui para limitar a progressão da doença e acelerar o retorno ao consumo alimentar.

Diante desse cenário, a prevenção da DRB se consolida como uma das principais ferramentas para garantir eficiência produtiva no confinamento. O controle da doença está diretamente ligado à capacidade de preservar desempenho e manter a rentabilidade da atividade.

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