No coração do Brasil, produtores rurais buscam cada vez mais alternativas que conciliem produtividade com sustentabilidade. Entre essas soluções, a piscicultura integrada à agricultura parte do conceito mais amplo de ILPA, ou Integração Lavoura-Pecuária-Aquicultura vem ganhando destaque como um modelo inovador de produção agropecuária. A técnica combina o cultivo de peixes com a criação de animais e a produção agrícola, permitindo que um mesmo espaço seja aproveitado de forma eficiente e sustentável.
A ideia central da ILPA é simples, mas revolucionária: em vez de destinar áreas exclusivamente para lavoura, pecuária ou aquicultura, os produtores integram essas atividades, aproveitando sinergias e reduzindo impactos ambientais. Por exemplo, os resíduos orgânicos da criação de peixes ou animais podem servir como fertilizante natural para culturas agrícolas, enquanto o cultivo de plantas ajuda a manter a qualidade da água utilizada nos tanques de peixes.
Segundo o pesquisador Carlos Almeida, da Embrapa Pesca e Aquicultura, “a integração de sistemas permite aumentar a produtividade por hectare e reduzir custos de produção, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação do solo e da água”. A prática também representa uma resposta às crescentes demandas por alimentos de origem animal e vegetal, sem pressionar áreas naturais, como florestas e matas ciliares.
De acordo com o também pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Leonardo Martins, a integração entre a piscicultura e a agricultura pressupõe que ao menos uma das atividades, senão ambas, são beneficiadas pelo processo, ou seja, embora possam ser conduzidas de forma independente, quando integradas passam a produzir mais ou de forma mais eficiente, utilizando menos insumos.
Leia a matéria completa na edição 227 da revista Feed&Food

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