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Pesquisa do Instituto de Zootecnia investiga alternativas de nutrição sem antibióticos para suínos

Pesquisador Fábio Enrique Lemos Budiño lidera estudo sobre alternativas alimentares sustentáveis e livres de antibióticos para suínos no Instituto de Zootecnia

O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta) está conduzindo pesquisas para aprimorar a nutrição de suínos, com foco na produção sustentável e livre de antibióticos. Este trabalho é especialmente importante para manter o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de carne suína, já que muitos mercados internacionais exigem que a carne seja produzida sem o uso de antimicrobianos. O projeto, financiado pela Fapesp, avalia os efeitos de bacteriocinas e ácidos graxos de cadeia média na alimentação de leitões.

O pesquisador Fábio Enrique Lemos Budiño, responsável pela pesquisa, explica que “o desmame é uma fase de grande estresse para os leitões”, já que envolve mudanças significativas no ambiente e na alimentação. O uso de aditivos, como a nisina e os ácidos graxos, pode ajudar a minimizar esses impactos, estimulando o consumo e melhorando a digestibilidade dos alimentos. Isso resulta em menor incidência de diarreia e um desempenho melhor na fase pós-desmame.

Instituto de Zootecnia pesquisa nutrição livre de antibióticos para suínos (Foto: Divulgação)

A nisina, um antibiótico natural proveniente de bactérias encontradas no leite, ajuda a controlar as bactérias patogênicas no intestino dos suínos, favorecendo o equilíbrio da microbiota intestinal. Já os ácidos graxos de cadeia média têm efeito antimicrobiano, além de melhorar a digestão das proteínas e a saúde intestinal dos animais. O uso desses aditivos permite que o Brasil atenda aos mercados que proíbem o uso de antibióticos, impulsionando as exportações de carne suína.

Com essas inovações, o Brasil pode continuar a crescer no setor de carne suína, alcançando novos mercados internacionais e garantindo um produto de qualidade, sustentável e livre de antibióticos. “Esse tipo de pesquisa é fundamental para que o Brasil se mantenha competitivo no mercado global, atendendo as exigências sanitárias e de sustentabilidade dos consumidores”, destaca Budiño.

Fonte: IZ-Apta, adaptado pela equipe FeedFood.

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