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Pastagem adaptada ao semiárido aumenta produtividade da pecuária de corte no Nordeste

Uso de gramíneas mais nutritivas e resistentes à seca permite elevar lotação animal e melhorar eficiência nas fazendas

pastagem semiárido produtividade

A adoção de pastagens mais adaptadas às condições do semiárido brasileiro tem impulsionado a produtividade da pecuária de corte no Nordeste. Tecnologias voltadas ao uso de gramíneas com maior valor nutritivo e resistência climática vêm ganhando espaço como alternativa para superar os desafios da seca prolongada.

No Ceará, onde a agropecuária registrou crescimento superior ao da economia geral em 2025, produtores buscam soluções para manter a produção diante das limitações impostas pelo clima e pela disponibilidade de forragem.

Clima ainda limita produtividade no semiárido

A escassez de chuvas e a baixa qualidade das pastagens naturais continuam sendo os principais entraves para o avanço da pecuária na região. A irregularidade climática compromete tanto o volume quanto o valor nutricional do alimento disponível para os animais.

Além disso, o acesso limitado a tecnologias e práticas de manejo mais eficientes ainda representa um desafio, principalmente para pequenos e médios produtores.

Gramíneas mais nutritivas ganham espaço

Diante desse cenário, o uso de forrageiras com maior teor de proteína e melhor desempenho produtivo tem se mostrado uma alternativa viável. Entre elas, o capim Tifton 85 tem se destacado por apresentar valor nutritivo superior ao de outras gramíneas tropicais.

A maior concentração de proteína permite reduzir o volume de alimento necessário para suprir as exigências nutricionais do rebanho, aumentando a eficiência da área produtiva.

Aumento da lotação e eficiência produtiva

Com a adoção de pastagens mais produtivas, é possível ampliar significativamente a lotação animal por hectare. Em alguns casos, a capacidade de suporte pode ser multiplicada, elevando o número de animais mantidos na mesma área.

Esse ganho contribui diretamente para a rentabilidade das propriedades, ao permitir maior produção sem expansão da área.

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Uso de pastagens mais resistentes e nutritivas no semiárido permite aumentar a lotação animal e melhorar a produtividade da pecuária. Crédito: Divulgação

Tecnologia de implantação amplia adoção

O avanço de técnicas de implantação de pastagens tem facilitado a adoção dessas gramíneas. Métodos mais eficientes de plantio e manejo têm reduzido perdas e aumentado a taxa de sucesso na formação das áreas.

A melhoria na implantação é um fator determinante para o desempenho da pastagem, especialmente em regiões com condições climáticas adversas.

Resistência à seca melhora estabilidade produtiva

Outro diferencial das gramíneas adaptadas ao semiárido é a maior capacidade de retenção de umidade no solo. A cobertura mais densa reduz a exposição do solo ao sol e contribui para minimizar a evaporação da água.

Essa característica garante maior estabilidade na produção de forragem, mesmo em períodos de estiagem prolongada.

Sustentabilidade e conservação do solo

Além dos ganhos produtivos, a adoção de pastagens mais eficientes também contribui para a conservação do solo. A cobertura vegetal reduz processos erosivos e melhora a qualidade do ambiente produtivo.

A combinação entre produtividade e sustentabilidade reforça o papel dessas tecnologias no desenvolvimento da pecuária no semiárido.

Momento ideal favorece implantação

O período chuvoso, concentrado entre fevereiro e maio na região, é considerado estratégico para a recuperação e implantação de pastagens. O uso de espécies mais adaptadas nesse momento potencializa os resultados ao longo do ano.

A adoção dessas práticas pode representar um avanço importante para a pecuária nordestina, aumentando a resiliência produtiva diante das variações climáticas.

Fonte: setor pecuário, adaptado pela equipe Feed&Food

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