Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Paraná eliminou mais de 10 milhões de ovos férteis entre os dias 16 e 19 de maio como medida preventiva contra a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1). A ação foi coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) após a detecção do vírus em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul — o primeiro foco em produção industrial registrado no país.
Os ovos destruídos estavam armazenados em um incubatório paranaense e não apresentavam qualquer indício de contaminação. No entanto, parte desse material genético havia sido enviado por uma granja localizada na zona de contenção do foco confirmado no estado vizinho, o que motivou a adoção do procedimento com base no Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, em articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A eliminação dos ovos – destinados à incubação, e não ao consumo humano – reforça o compromisso do Paraná com a biossegurança e a preservação do status sanitário do estado, que responde por 35% da produção nacional e 42% das exportações de carne de frango. A eventual ocorrência de casos no território paranaense poderia comprometer severamente o comércio internacional, que já enfrenta embargos temporários por parte de países como China, México, Argentina e União Europeia em resposta ao foco no Rio Grande do Sul.

Paralelamente à destruição dos ovos, a Adapar e o Comitê Estadual de Sanidade Avícola reforçaram as medidas de prevenção nas granjas, incluindo controle de acesso, desinfecção rigorosa de veículos e equipamentos, uso de roupas e calçados específicos, além da exigência de notificação imediata de alterações sanitárias nos plantéis.
Mesmo sem registro de focos no Paraná, o episódio acende alerta para a importância do cumprimento dos protocolos de biossegurança. O sistema estadual de vigilância atua com mais de 300 propriedades monitoradas e capacidade de resposta rápida diante de qualquer suspeita.
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