A produção total de soja do ciclo 2024/25 no Paraguai foi revisada para 9,93 milhões de toneladas, conforme relatório divulgado em junho pela StoneX. A revisão inclui um aumento na safra principal, estimada em 8,69 milhões de toneladas, e uma queda na safrinha, que passou de 1,33 milhão para 1,24 milhão de toneladas.
A média nacional de produtividade atingiu 2,2 toneladas por hectare, com regiões registrando até 3 t/ha, bem acima do ciclo anterior, que teve rendimento de apenas 1 t/ha. A melhora foi atribuída, principalmente, à recuperação no Chaco. Nessa região, cerca de 35% da soja já foi comercializada, mas o avanço é mais lento devido ao plantio mais tardio.
“A safra principal foi estimada em 8,69 milhões de toneladas em junho de 2025. Esse aumento deve-se em grande parte à recuperação observada no Chaco. Estima-se que entre 30% e 35% da soja chaqueña já tenha sido comercializada. Como o plantio ocorre mais tarde, a comercialização avança de forma mais lenta”, salienta a analista de Inteligência de Mercado na StoneX, Larissa Barboza Alvarez.
Na divisão entre as regiões Oriental e Ocidental, houve variação no desempenho climático. Enquanto a Oriental já concluiu a colheita, no Chaco a operação segue em andamento. Chuvas intensas impactaram a produtividade em áreas semeadas em dezembro, mas as lavouras mais tardias apresentaram bons resultados.
Departamentos como San Pedro, Caaguazú e Alto Paraná mostraram grande disparidade nos rendimentos. No Sul e Centro-Oeste, algumas lavouras ficaram abaixo de 1 t/ha, enquanto áreas do Norte superaram expectativas. Em Caaguazú, localidades como Vaquería e Yhú tiveram desempenho acima da média, contribuindo para o resultado final da safrinha.

Na comercialização, menos de 70% da soja paraguaia foi vendida até o início de junho. O basis apresentou melhora, com redução do desconto de preço em Assunção para USD -28 por tonelada, frente aos USD -35/t registrados em maio. A cotação internacional da soja tem sido pressionada pelo clima favorável em outras regiões produtoras.
A safrinha de milho compartilha o mesmo calendário da soja e deve ter colheita acelerada entre o fim de junho e meados de julho. A produção prevista é de 5,25 milhões de toneladas. No entanto, a umidade elevada preocupa, pois pode comprometer a qualidade dos grãos ainda no campo. Até o momento, apenas 2% da área foi colhida, e o milho está sendo comercializado a USD 130/t, abaixo dos USD 160/t de um mês antes.
A baixa nos preços, a lentidão da colheita e as condições climáticas adversas têm limitado negociações no mercado de milho, enquanto a produção nacional continua sendo influenciada por fatores externos, como a concorrência com o mercado brasileiro.
Fonte: StoneX, adaptado pela equipe FeedFood
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