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Mesa de Mercado · CEPEA
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Milho segue em queda no Brasil, enquanto soja se sustenta com demanda externa

Oferta elevada e paridade de exportação pressionam milho; soja mantém firmeza com recorde de embarques

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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, conforme apontam os dados mais recentes do Cepea. A pressão vem principalmente da ampliação da oferta com o avanço da colheita da segunda safra, da limitação na capacidade de armazenamento e da menor atratividade das exportações, em função da desvalorização do dólar e da queda nos preços internacionais.

Segundo o Cepea, compradores estão cautelosos e evitam novas aquisições, aguardando recuos mais acentuados nos valores. Em paralelo, os produtores demonstram maior interesse em negociar, buscando liberar espaço nos armazéns para o cereal recém-colhido.

Os embarques de milho também registraram forte retração. Em maio, o Brasil exportou apenas 39,92 mil toneladas, volume significativamente inferior às 413 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano passado. O recuo reforça o cenário de menor escoamento externo e maior disponibilidade no mercado interno, colaborando para a pressão baixista sobre os preços.

Foto: reprodução
Apesar da lentidão nas negociações no mercado spot, os preços da soja seguem sustentados, impulsionados pela demanda externa

Já no caso da soja, o movimento é oposto. Apesar da lentidão nas negociações no mercado spot, os preços seguem sustentados, impulsionados pela demanda externa. O Brasil exportou 14,09 milhões de toneladas do grão em maio, volume 4,9% maior que o registrado no mesmo mês de 2024. No acumulado do ano até maio, o país já embarcou 51,52 milhões de toneladas, novo recorde para o período, com alta de 2,7% frente ao ano anterior.

Pesquisadores do Cepea destacam que, com a elevação dos prêmios de exportação e a melhora na paridade, produtores voltaram a demonstrar interesse em novos contratos, principalmente para entrega no segundo semestre. Esse movimento tende a manter os preços internos mais firmes, mesmo com o ritmo lento de comercialização observado nas últimas semanas.

Com essas tendências, o mercado agrícola nacional se divide entre o milho, que enfrenta cenário de baixa sustentada, e a soja, que se beneficia do apetite internacional. A expectativa agora recai sobre o comportamento da demanda e a evolução da colheita da segunda safra de milho nas próximas semanas.

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