Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
As exportações brasileiras de proteínas animais continuam demonstrando desempenho positivo em mercados estratégicos, segundo os dados da balança comercial de maio de 2025 divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Destaque para os embarques de carnes bovina e suína, que registraram crescimento expressivo nas vendas para América do Norte e América do Sul.
No acumulado entre janeiro e maio, as vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada para os Estados Unidos cresceram 190,7%, com aumento de US$ 0,6 bilhão em relação ao mesmo período de 2024. O produto também foi destaque na América do Sul, com crescimento de 48,4% nas vendas, somando US$ 0,1 bilhão a mais no período. A carne suína também apresentou bom desempenho na região sul-americana, com crescimento de 65,5% e aumento de US$ 0,1 bilhão nas exportações.
Esse crescimento ajudou a sustentar o desempenho da indústria de transformação brasileira, que teve alta de 3,6% nas exportações no acumulado do ano, mesmo diante da queda registrada em setores como a indústria extrativa. A agropecuária também teve desempenho positivo no acumulado até maio, com crescimento de 1,7% nas exportações.

Por outro lado, o setor de proteínas animais sofreu perdas no Oriente Médio. Em maio, as exportações de carne bovina para a região recuaram 62,7%, com queda de US$ 0,1 bilhão, enquanto as de carnes de aves caíram 26,2%, também com redução de US$ 0,1 bilhão. A retração reflete os embargos sofridos recentemente devido ao caso de Influenza Aviária no município de Montenegro no Rio Grande do Sul.
Apesar das quedas pontuais, a balança comercial brasileira fechou maio com superávit de US$ 7,24 bilhões e corrente de comércio de US$ 53,07 bilhões. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 136,93 bilhões, com superávit de US$ 24,43 bilhões.
Os dados reforçam a importância crescente do setor de proteínas animais como motor das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente nos mercados americano e sul-americano. A diversificação de destinos e a agregação de valor à produção seguem como estratégias-chave para manter o bom desempenho do setor em um cenário global desafiador.
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