O feno pré-secado (haylage) tem ganhado reconhecimento crescente como uma das estratégias mais eficazes para garantir o fornecimento consistente de forragem de alta qualidade ao longo do ano, especialmente em sistemas de produção que enfrentam longos períodos de escassez de pastagem. O princípio de conservação do haylage baseia-se na fermentação anaeróbia.
A principal diferença em relação à silagem de planta inteira está no murchamento prévio da forragem no campo, uma etapa que aumenta o teor de matéria seca, melhora a fermentação e reduz significativamente as perdas. Esse processo amplia a gama de espécies forrageiras que podem ser ensiladas com sucesso, incluindo gramíneas tropicais, forrageiras de clima frio e leguminosas.
Por esse motivo, o haylage tornou-se uma ferramenta bem estabelecida nas rotinas da pecuária leiteira e vem se expandindo rapidamente para os sistemas de produção de bovinos de corte, especialmente como fonte de fibra fisicamente efetiva e proteína em dietas de alto desempenho.
Em muitas regiões e durante determinadas épocas do ano, a secagem da forragem para produção de feno é difícil devido ao excesso de umidade, seja em função de períodos prolongados de orvalho, como ocorre com frequência no Sul do Brasil entre maio e agosto, ou por chuvas frequentes, típicas do Norte e do Nordeste durante o pico de crescimento das plantas.
Nessas condições, a forragem raramente atinge os níveis de matéria seca exigidos para a produção de feno de alta qualidade. O haylage, que requer menor teor de matéria seca e permite que a forragem seja retirada do campo mais cedo, torna-se, portanto, uma alternativa mais segura e confiável.
A eficiência do processo de produção de haylage depende de uma série de etapas que precisam ser executadas com rigor técnico, começando pelo corte da forragem no estágio fisiológico adequado para cada espécie.
O tempo de secagem no campo é influenciado por diversos fatores, incluindo a espécie forrageira, a produção de biomassa, a localização, a estação do ano, a altitude, a radiação solar, a temperatura, a umidade relativa do ar, o vento, entre outros. Quanto mais tempo a forragem permanece no campo, maiores são as perdas de nutrientes.
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