Os preços da tilápia seguiram sustentados em maio em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), influenciados pela oferta ainda restrita. Ao mesmo tempo, parte das praças registrou recuo nos valores, reflexo do enfraquecimento da demanda, principalmente por parte dos frigoríficos.
Para produtores e agentes da tilapicultura, o cenário mostra um mercado dividido. De um lado, a menor disponibilidade de peixe ajuda a limitar quedas e sustentar preços. De outro, a demanda mais fraca em algumas regiões reduz o ritmo de compras e pressiona as cotações.
Peixes começam a ganhar peso
Segundo o Cepea, a partir de maio, os peixes começam a ganhar peso, o que tende a ampliar gradualmente a disponibilidade de tilápia no mercado. Esse movimento pode alterar o equilíbrio entre oferta e demanda nas próximas semanas.
Na prática, o aumento da oferta pode trazer mais produto para negociação e influenciar a formação dos preços, especialmente se a procura dos frigoríficos não acompanhar o mesmo ritmo. Para o produtor, acompanhar esse ajuste é importante para planejar vendas, abates e estratégias de comercialização.
A baixa oferta, no entanto, ainda teve peso relevante em maio. Em regiões onde a disponibilidade permaneceu limitada, os preços conseguiram se manter em alta, mesmo diante de um ambiente de menor força compradora.

Exportações atingem maior volume do ano
No mercado internacional, os embarques de tilápia e produtos secundários registraram forte aumento em maio. Segundo o Cepea, o volume exportado foi o maior do ano e também o mais elevado desde junho de 2025.
O desempenho externo ajuda a mostrar a importância das exportações para o setor, especialmente em momentos de oscilação da demanda interna. Para a cadeia produtiva, o avanço dos embarques pode contribuir para o escoamento da produção e para a sustentação do mercado.
Apesar do resultado positivo em maio, o setor segue atento ao mercado norte-americano. O governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas, com previsão de entrada em vigor em julho, o que poderá voltar a impactar os embarques brasileiros, de acordo com pesquisadores do Cepea.
Com oferta interna em recomposição gradual e incertezas no comércio internacional, o comportamento da tilápia nas próximas semanas deve depender da demanda dos frigoríficos, do ganho de peso dos peixes e dos efeitos das novas tarifas sobre as exportações.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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