Os preços do milho e da soja avançaram no mercado brasileiro na semana encerrada em 24 de julho. Levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta segunda-feira (27) aponta que a menor disposição dos vendedores, a demanda ligada às exportações e o cenário internacional sustentaram as cotações.
Milho
Embora a colheita da segunda safra avance nas regiões produtoras, o volume disponível para novas negociações permanece limitado. Segundo o Cepea, o ritmo médio nacional dos trabalhos está abaixo do observado em temporadas anteriores, enquanto produtores acompanham a valorização externa e seus possíveis efeitos sobre a paridade de exportação. O mercado já vinha registrando baixa liquidez e cautela entre os agentes nas semanas anteriores.

Na ponta compradora, agentes priorizam o consumo dos estoques já adquiridos e aguardam maior entrada do cereal no mercado. A expectativa é de que a ampliação da colheita, as necessidades de caixa dos produtores e as limitações de armazenagem possam elevar a oferta nas próximas semanas.
O Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa encerrou 24 de julho em R$ 65,74 por saca de 60 quilos, avanço de 0,80% sobre os R$ 65,22 registrados no dia 20. No acumulado de julho, a valorização chegou a 3,40%.
Soja
No mercado da soja, a valorização do petróleo associada às tensões no Oriente Médio, o aumento dos prêmios de exportação e a procura pela oleaginosa brasileira deram suporte aos preços internos.

O Cepea também aponta que o fortalecimento do El Niño aumentou as preocupações sobre a produção mundial na safra 2026/2027. A NOAA indica que o fenômeno deve continuar ganhando intensidade até o fim de 2026.

Diante das incertezas, compradores anteciparam aquisições para reduzir riscos, enquanto vendedores limitaram a oferta de grandes lotes. Em Paranaguá (PR), o indicador fechou em R$ 148,37 por saca, alta semanal de 4,01%. No Paraná, a referência alcançou R$ 140,26, avanço de 3,34% no período.



Nenhuma discussão ainda. Seja o primeiro a comentar.