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O papel das associações de criadores no progresso genético dos rebanhos

As associações exercem papel essencial na coleta padronizada de dados produtivos e fenotípicos
Por Kevin Nascimento
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O avanço genético dos rebanhos é resultado de um conjunto de fatores, dentre eles: seleção criteriosa, escrituras zootécnicas confiáveis, avaliação genética e tomada de decisão baseada em dados. Nesse contexto, as associações de criadores das raças desempenham papel fundamental, funcionando como elo entre produtores, técnicos, centrais de inseminação, programas de melhoramento e instituições de pesquisa. Mais do que entidades representativas, as associações presam pela identidade racial e qualidade das informações genealógicas e produtivas.

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O registro genealógico constitui a base de qualquer programa de melhoramento. Sem controle de ascendência confiável, a estimativa de valores genéticos perde precisão e o avanço torna-se inconsistente. As associações são responsáveis pelo controle e validação de pedigree, identificação individual dos animais, classificação racial e emissão de certificados oficiais. Essas informações permitem o cálculo de parâmetros como coeficiente de endogamia, coancestralidade e tamanho efetivo populacional, fundamentais para monitorar a variabilidade genética e evitar o estreitamento da base genética ao longo das gerações. A confiabilidade dos dados coletados impacta diretamente a acurácia das avaliações genéticas, proporcionando maior segurança na seleção de reprodutores e matrizes.

Além do pedigree, as associações exercem papel essencial na coleta padronizada de dados produtivos e fenotípicos, como por exemplo em bovinos de leite onde a coleta da produção de leite é feita através do controle leiteiro oficial. E esses dados como por exemplo a produção de leite, gordura, proteína e contagem de células somáticas, juntamente com informações de pedigree, são necessários para a predição dos valores genéticos. Esses bancos de dados alimentam as avaliações genéticas nacionais, permitindo a identificação de animais superiores e a construção de índices de seleção alinhados às demandas do mercado, como eficiência produtiva, longevidade, saúde e fertilidade. Sem o suporte operacional das associações, a padronização dessas informações seria inviável, comprometendo a comparabilidade entre rebanhos e regiões.

As associações também atuam como facilitadoras na implementação de programas de avaliação genética, normalmente em parceria com instituições de pesquisa. A utilização de metodologias baseadas em modelos mistos e, mais recentemente, na seleção genômica, permite estimar o mérito genético com elevada acurácia, inclusive em animais jovens. A difusão dessas informações aos criadores é fundamental e comumente feita através de relatórios técnicos, sumários de touros, ranking de matrizes e ferramentas digitais que auxiliam o produtor na escolha dos acasalamentos, reduzindo riscos e aumentando a eficiência produtiva.

Leia a matéria completa na edição 229 da revista Feed&Food

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