Publicidade

Conteúdo

Nova desordem mundial exige estratégia do agro brasileiro, alerta Marcos Jank

Economista destacou o cenário de desordem internacional e apontou o peixe como a próxima grande proteína do Brasil
Por Caroline Mendes
Compartilhe este post
Economista destacou o cenário de desordem internacional e apontou o peixe como a próxima grande proteína do Brasil

Caroline Mendes, de Foz do Iguaçu (PR)

Publicidade
Marcos Jank – Professor Sênior de Agronegócio no INSPER e Coordenador do Centro Insper Agro Global.

Durante palestra no IFC, com o tema “A Nova Ordem Mundial e os Mercados para o Agro e o Pescado Brasileiro: Tendências, desafios e estratégias”, o economista e especialista em agronegócio Marcos Jank fez uma análise abrangente da conjuntura global e dos impactos sobre o setor produtivo nacional.

Segundo Jank, o mundo vive hoje uma “nova desordem internacional”, marcada por guerras comerciais, disputas geopolíticas e fragilidade das instituições multilaterais. “O agronegócio depende de previsibilidade e de regras claras, mas vivemos um cenário de fragmentação e volatilidade, no qual decisões políticas afetam diretamente cadeias produtivas e exportações”, afirmou.

No caso do Brasil, ele destacou os efeitos do recente tarifário imposto pelos Estados Unidos, que atingiu especialmente setores como café, frutas, carne bovina e pescado. “Mesmo diante de tarifas de até 50%, o Brasil continua competitivo, mas é preciso diversificar mercados e fortalecer a presença internacional de forma organizada”, ressaltou.

Ao olhar para o futuro, Jank defendeu que o pescado pode ser a grande oportunidade brasileira. Enquanto o consumo mundial per capita já supera 20 quilos ao ano, o Brasil está abaixo de 10 quilos. “Temos todas as condições naturais para avançar. O peixe é a proteína mais consumida do mundo e cresce mais do que frango, suíno e bovino. O desafio é organizar a cadeia produtiva e replicar o modelo de sucesso que tivemos com o frango e o suíno”, apontou.

Ele também ressaltou o papel estratégico do cooperativismo, especialmente no Paraná, maior estado produtor de pescados no país. “As cooperativas oferecem a organização necessária para transformar o peixe em uma proteína de escala global. O Brasil não pode continuar sendo importador líquido de pescado, precisa se consolidar como potência exportadora”, concluiu.

A palestra reforçou a importância de estratégias geopolíticas bem definidas e da união entre produtores, indústrias e entidades representativas para que o Brasil amplie sua competitividade no cenário mundial do agro e do pescado.

LEIA TAMBÉM:

Peixe BR alerta para impacto de nova tarifa dos EUA sobre exportações brasileiras de tilápia

Estudo avalia impacto de vírus letal em tilápias e aponta baixo risco de transmissão fecal

Produções de Tilápia e Tambaqui estão entre as atividades brasileiras com menor emissão de carbono

Você está em:

Compartilhar

Publicidade

Leia mais sobre :