A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) integrou a comitiva brasileira que esteve na Índia na última semana com uma agenda voltada à ampliação da presença da carne brasileira no mercado indiano. A missão reuniu representantes do governo federal e empresários em torno de negociações comerciais e da redução de barreiras tarifárias.
Segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin, o setor atuou em duas frentes distintas: carne de frango e carne suína. No caso das aves, as tarifas aplicadas pela Índia chegam a 100% para cortes e 30% para outras partes comercializadas, cenário que limita a competitividade do produto brasileiro.
A proposta apresentada incluiu a criação de cotas específicas de exportação com volume pré-definido e tarifas reduzidas ou zeradas. A avaliação do setor é de que esse modelo poderia destravar negociações e criar condições para a entrada gradual do frango brasileiro no mercado indiano.

No segmento de carne suína, a estratégia também esteve centrada na revisão das tarifas. Embora o mercado indiano esteja aberto sob o ponto de vista sanitário, as taxas de importação reduzem a competitividade do Brasil frente a outros fornecedores.
A entidade apontou ainda que o cenário sanitário no norte da Índia pode favorecer o avanço brasileiro. Regiões produtoras enfrentam impactos da peste suína africana, o que tende a ampliar a demanda por proteína importada.
A agenda da comitiva brasileira em Nova Délhi foi considerada estratégica para abrir espaço a novos negócios e diversificar mercados para a proteína animal brasileira, em um momento de busca por maior presença internacional do setor.
Fonte: ABPA, adaptado pela equipe Feed&Food
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