A pecuária brasileira vive um dos momentos de transformação mais profundos de sua história recente. Em um setor pressionado por aumento de custos, exigências ambientais, demanda por rastreabilidade e metas de produtividade cada vez mais ambiciosas, a incorporação de tecnologias digitais deixou de ser tendência e passou a ser necessidade. É nesse contexto que ganha força o conceito de Pecuária 4.0, marcado pela integração de sensores, softwares, automação, inteligência artificial e análise de dados no dia a dia das fazendas.
O termo nasce a partir da mesma lógica da Indústria 4.0, conceito difundido a partir de um programa do governo alemão em 2011 para promover a digitalização e a integração de dados nos processos produtivos. Segundo estudo da Esalq/USP, a ideia de uma agropecuária 4.0 surge dessa transposição do ambiente industrial para o campo, com uso de internet das coisas (IoT), sistemas conectados, automação e análise massiva de dados.
Em brincos ou colares, balanças automáticas, câmeras, drones e softwares de gestão passam a coletar informações em tempo real sobre peso, comportamento, saúde, consumo de alimento e uso das pastagens.
Esses dados alimentam plataformas digitais que transformam milhares de registros em indicadores zootécnicos, alertas sanitários e relatórios de desempenho, permitindo decisões mais rápidas e precisas. A lógica é simples: quanto mais cedo um problema é identificado, menor é o custo de corrigi-lo seja uma falha nutricional, uma doença ou um gargalo operacional.
Leia a matéria completa na edição 226 da revista Feed&Food

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