Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Milho reage em praças específicas com retração de vendedores e menor pressão logística

Resistência de produtores, fretes mais baixos e cautela da demanda influenciam a formação de preços no mercado interno.

preço do milho

Os preços do milho registraram reação pontual em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea após sequência de quedas observada até o fim de janeiro. O movimento está ligado, principalmente, à postura de produtores que passaram a segurar a comercialização diante de valores considerados baixos.

A retração na oferta imediata contribuiu para limitar novas desvalorizações do cereal. Em paralelo, o início da colheita de soja reduziu a pressão logística e impactou o custo dos fretes, fator que também influencia a formação dos preços no mercado interno.

Do lado da demanda, compradores mantêm postura cautelosa e operam de forma mais distante das negociações. A expectativa é de maior disponibilidade do grão com o avanço das atividades no campo, o que pode abrir espaço para aquisições em condições mais favoráveis de preço.

preço do milho
Preços do milho registraram reação pontual em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea após sequência de quedas observada até o fim de janeiro. Crédito: Reprodução

Pesquisadores do Cepea apontam que esse cenário mantém o mercado em compasso de espera, com negócios pontuais e menor liquidez em diferentes praças. A dinâmica entre retenção de oferta e demanda retraída segue como principal determinante do comportamento das cotações no curto prazo.

No mercado externo, o desempenho das exportações contribui para sustentar o setor. Em janeiro, os embarques brasileiros de milho somaram 4,24 milhões de toneladas, volume 18% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Considerando a temporada 2024/25, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil exportou 41,62 milhões de toneladas do cereal. O resultado representa avanço de 8% frente ao volume embarcado no mesmo intervalo do ciclo anterior.

O cenário indica um mercado ainda sensível ao ritmo das colheitas, à logística e ao posicionamento de vendedores e compradores, fatores que devem seguir influenciando as cotações nas próximas semanas.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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