Os preços do milho registraram reação pontual em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea após sequência de quedas observada até o fim de janeiro. O movimento está ligado, principalmente, à postura de produtores que passaram a segurar a comercialização diante de valores considerados baixos.
A retração na oferta imediata contribuiu para limitar novas desvalorizações do cereal. Em paralelo, o início da colheita de soja reduziu a pressão logística e impactou o custo dos fretes, fator que também influencia a formação dos preços no mercado interno.
Do lado da demanda, compradores mantêm postura cautelosa e operam de forma mais distante das negociações. A expectativa é de maior disponibilidade do grão com o avanço das atividades no campo, o que pode abrir espaço para aquisições em condições mais favoráveis de preço.

Pesquisadores do Cepea apontam que esse cenário mantém o mercado em compasso de espera, com negócios pontuais e menor liquidez em diferentes praças. A dinâmica entre retenção de oferta e demanda retraída segue como principal determinante do comportamento das cotações no curto prazo.
No mercado externo, o desempenho das exportações contribui para sustentar o setor. Em janeiro, os embarques brasileiros de milho somaram 4,24 milhões de toneladas, volume 18% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Considerando a temporada 2024/25, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil exportou 41,62 milhões de toneladas do cereal. O resultado representa avanço de 8% frente ao volume embarcado no mesmo intervalo do ciclo anterior.
O cenário indica um mercado ainda sensível ao ritmo das colheitas, à logística e ao posicionamento de vendedores e compradores, fatores que devem seguir influenciando as cotações nas próximas semanas.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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