Camila Santos – camila@dc7comunica.com.br
O milho é uma das principais culturas brasileiras, e os avanços em melhoramento genético têm sido decisivos para o aumento da produtividade e estabilidade, refletindo diretamente na economia do setor. Segundo José Flávio Silva, engenheiro agrônomo, pecuarista e pesquisador, a evolução foi impressionante.
“Eu diria que o aumento da produtividade associada à estabilidade produtiva foram os principais avanços que o melhoramento genético trouxe, não somente para a cultura do milho, mas para todas as consideradas ‘grandes culturas’. No caso específico do milho, saímos de uma produtividade média de pouco mais de 2.000 kg/ha em 1990 para 6.000 kg/ha em 2025 e em alguns casos produtores atingindo produtividade média acima de 10.000 kg/ha. Isso se deve aos avanços nas áreas de manejo, biotecnologia e melhoramento genético. Quando comparamos a área plantada, saímos de 12 milhões de ha para algo próximo a 22 milhões de ha, sendo que a ‘safrinha’ era de apenas 300 mil ha em Paraná e Mato Grosso do Sul.”
O impacto desses avanços vai além da produção. A maior produtividade dos novos híbridos influencia os preços internos e a competitividade do Brasil no mercado internacional de grãos. “O aumento da produtividade e, consequentemente, da oferta, pressiona os preços para baixo internamente. Porém, com o crescimento das exportações e a inauguração de novas usinas de etanol, há uma tendência de estabilização dos preços internos. Além disso, a expansão das exportações brasileiras têm um papel relevante na formação dos preços globais. Devemos também considerar a recuperação de pastagens degradadas, demanda por biocombustíveis e proteína, e expansão da indústria de alimentos, que ampliam as áreas plantadas.”
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