As projeções globais para a safra 2025/26 de soja e milho passaram por ajustes recentes nas estimativas de produção, consumo e estoques finais. As revisões refletem mudanças nas condições de oferta em importantes países produtores e na dinâmica da demanda internacional por grãos.
No caso da soja, a produção mundial foi revisada ligeiramente para baixo, passando de 428 milhões para 427 milhões de toneladas. A alteração reflete principalmente ajustes nas estimativas de produção em alguns dos principais países produtores da commodity.
Entre as revisões mais relevantes está a redução da projeção para a Argentina. A produção do país sul-americano foi ajustada de 48,5 milhões para 48 milhões de toneladas, indicando expectativa de menor volume disponível no mercado internacional.
Nos Estados Unidos, por outro lado, houve aumento na estimativa de esmagamento de soja para a safra 2025/26. O volume passou de 69,9 milhões para 70,1 milhões de toneladas, sinalizando continuidade da forte demanda interna por derivados como farelo e óleo de soja.

A China, principal compradora global da oleaginosa, manteve inalterada sua previsão de importações para a temporada 2025/26, estimada em 112 milhões de toneladas. O país segue sendo o principal fator de sustentação da demanda global pela commodity.
No mercado de milho, o destaque das revisões foi o aumento da estimativa de estoques finais globais, que passaram de 289 milhões para 293 milhões de toneladas. O ajuste sugere maior disponibilidade do cereal no mercado internacional.
Entre os países produtores, o Brasil teve sua projeção de produção elevada de 131 milhões para 132 milhões de toneladas. O país segue entre os principais exportadores globais de milho, com papel relevante no abastecimento de mercados internacionais.
Em contrapartida, a Argentina teve sua estimativa de produção reduzida de 53 milhões para 52 milhões de toneladas, enquanto a Ucrânia apresentou revisão positiva, com aumento da projeção de 29 milhões para 31 milhões de toneladas.
As revisões nas projeções de soja e milho são acompanhadas de perto pelos mercados internacionais, já que as duas culturas têm papel estratégico na produção de ração animal, influenciando diretamente cadeias produtivas como avicultura, suinocultura e bovinocultura.
Fonte: relatório de mercado Itaú BBA, adaptado pela equipe Feed&Food
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