A produção paulista de milho primeira safra alcançou 2,06 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, crescimento de 41% sobre a temporada anterior. O resultado foi publicado em 26 de agosto pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI).
Os dados foram coletados entre 7 de junho e 16 de julho para acompanhar área, produção e produtividade das principais culturas de São Paulo. Os números do milho primeira safra são considerados finais.
Área sustenta avanço
A área cultivada aumentou 26,5%, passando de 219,6 mil para 277,8 mil hectares. A produtividade avançou 11,5%, ampliando o efeito da expansão territorial sobre o volume colhido.
A regional de Itapeva concentrou 26% da produção estadual. São João da Boa Vista respondeu por 11,5%, seguida por Itapetininga, com 7,7%, e Avaré, com 7,5%. Juntas, as quatro regiões representaram 52,7% do total.
Safrinha aponta recuo
A alta da primeira safra não se estende automaticamente a todo o milho produzido no estado. A estimativa ainda parcial para a segunda safra aponta redução de 10,6% na área, para 376,2 mil hectares, e queda de 1,7% na produção, estimada em 2,10 milhões de toneladas.

A produtividade da safrinha cresceu 9,9%, mas não compensou integralmente a diminuição da área. Os resultados finais serão divulgados no próximo levantamento, previsto para setembro.
Soja permanece estável
A soja encerrou o ciclo com 4,12 milhões de toneladas, volume praticamente igual ao da temporada anterior. A área diminuiu 5,1%, enquanto a produtividade avançou 5,4%, para 3.603 quilos por hectare.
O IEA, porém, registrou dificuldades operacionais na coleta de informações da regional de Itapeva, responsável por 19,3% da produção estadual de soja. A ressalva deve ser considerada na interpretação das estimativas.
Amendoim e seringueira recuam
A área de amendoim caiu 8,7% e a produção recuou 2,8%, apesar do aumento de 6,4% na produtividade. Segundo o levantamento, preços internos e cotações externas menos favoráveis influenciaram o resultado. São Paulo respondeu por 80% da produção nacional.
Na seringueira, foram produzidas 263,6 mil toneladas de coágulo de látex, queda de 1%. São José do Rio Preto concentrou 31,7% da produção estadual.
O levantamento utiliza método subjetivo, baseado no conhecimento dos técnicos locais e em declarações de produtores. Embora disponibilizado aos 645 municípios, o próprio IEA informa que nem todos conseguiram operacionalizar a coleta e que falhas recorrentes podem afetar as estimativas.



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