Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que México e Reino Unido retomaram as importações de carne de aves do Brasil. As barreiras haviam sido impostas após a detecção de um foco isolado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. A retomada das exportações reforça o reconhecimento internacional da eficácia das medidas de biosseguridade adotadas pelo país.
Controle rápido e biosseguridade eficaz garantem retomada das importações
A resposta imediata ao foco, com o isolamento da área afetada, abate sanitário das aves e desinfecção completa das instalações, foi decisiva para demonstrar o compromisso do Brasil com a sanidade avícola. Além disso, as granjas brasileiras operam sob rigorosos protocolos de biosseguridade, que incluem controle de acesso, barreiras físicas, monitoramento constante e capacitação contínua dos trabalhadores.
Essas práticas são fundamentais para prevenir a entrada de agentes infecciosos e mitigar riscos em caso de detecção da doença. Foi justamente essa estrutura robusta que permitiu ao Brasil aplicar com êxito a política de regionalização — reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) — e manter o comércio internacional com a maior parte dos mercados compradores.
Desde a confirmação do foco, o Mapa intensificou a comunicação com os parceiros comerciais, enviando relatórios sanitários e informações técnicas que comprovam a rastreabilidade dos lotes, a segurança do produto exportado e a efetividade das ações de contenção. Como resultado, 27 países já suspenderam completamente suas restrições ás importações, incluindo nações estratégicas como África do Sul, Argentina, Cuba, Índia, Marrocos, Uruguai e Vietnã.

Por outro lado, ainda permanecem com restrição total às importações, países como China, União Europeia, Canadá, Chile e Peru. Outros mercados, como Rússia, Arábia Saudita, Omã e Angola, adotaram restrições limitadas ao estado do Rio Grande do Sul. Há também medidas pontuais aplicadas por países como Japão, Catar e Hong Kong, que impuseram suspensões específicas por município ou zona.
O Mapa segue atuando para reverter essas barreiras, destacando que o Brasil não registra circulação viral sustentada e que o episódio em Montenegro foi rapidamente controlado, sem impacto sobre outras regiões produtoras. O compromisso com a biosseguridade, aliado à transparência nas comunicações e à eficiência técnica, tem sido a base para a manutenção da confiança internacional.
A cadeia produtiva avícola brasileira, uma das maiores do mundo, investe há décadas em medidas de prevenção a doenças, com suporte técnico de instituições públicas e privadas. A adoção de boas práticas, o monitoramento contínuo de granjas e a vigilância ativa são pilares de um sistema que visa garantir alimentos seguros e de qualidade, tanto para o mercado interno quanto para os consumidores internacionais.
A liberação recente por parte do México e do Reino Unido confirma que os protocolos brasileiros estão alinhados com os mais altos padrões sanitários. A expectativa é de que, com a continuidade das ações de vigilância e a articulação diplomática, outros países ainda reticentes também retomem suas importações nos próximos dias.
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