Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Javalis estão ligados a mais de 25% dos casos de PSA em granjas, aponta estudo

Pesquisa indica que transmissão entre propriedades ainda é principal via de disseminação da doença

peste suína africana

Um estudo conduzido por instituições de pesquisa europeias apontou que javalis estão associados a mais de um quarto das infecções por Peste Suína Africana (PSA) em granjas de suínos. Apesar disso, a principal via de transmissão da doença ainda ocorre entre propriedades rurais infectadas.

A análise utilizou um modelo epidemiológico multiespécies para entender a dinâmica de disseminação da PSA entre suínos domésticos e populações de javalis, com base em dados da Romênia.

Os resultados indicam que cerca de 60% das infecções em granjas tiveram origem em outras propriedades contaminadas, enquanto aproximadamente 27% dos casos foram associados à presença de javalis infectados nas proximidades.

Estimativas ajudam a entender dinâmica da doença

Os pesquisadores destacam que os números são baseados em modelagens e representam estimativas das principais vias de transmissão, não sendo partes de um total único. O objetivo é identificar a relevância relativa de cada fator na disseminação da doença.

A análise reforça que a PSA possui múltiplas rotas de propagação, o que exige estratégias de controle mais abrangentes.

peste suína africana
Estudo aponta múltiplas vias de disseminação da PSA, com destaque para transmissão entre granjas. Crédito: Reprodução

Transmissão também ocorre no sentido inverso

O estudo também identificou fluxo de transmissão no sentido oposto, das granjas para os javalis. Nesse cenário, cerca de 40% das infecções em populações selvagens podem estar relacionadas a granjas infectadas nas proximidades.

Esse comportamento evidencia a interação contínua entre animais domésticos e selvagens, ampliando os desafios no controle da doença.

Caso da Romênia ilustra complexidade da PSA

A modelagem foi baseada na primeira fase da epidemia registrada na Romênia, entre junho e dezembro de 2018. Os pesquisadores cruzaram dados de produção agropecuária, informações ambientais e registros de surtos para reconstruir as possíveis rotas de transmissão.

Os resultados mostram que a disseminação da PSA não pode ser explicada apenas pela movimentação entre propriedades, destacando a importância da interface com a fauna silvestre.

Biosseguridade é chave no controle da doença

Diante desse cenário, o estudo reforça que medidas de biosseguridade devem considerar tanto o controle dentro das granjas quanto a interação com javalis. Estratégias integradas são apontadas como essenciais para reduzir o risco de novos surtos.

A pesquisa amplia a compreensão sobre a dinâmica da PSA e contribui para o desenvolvimento de políticas sanitárias mais eficazes no enfrentamento da doença.

Fonte: INRAE, Anses e ENVT, adaptado pela equipe Feed&Food

LEIA TAMBÉM

CNA reforça calendário de semeadura e vazio sanitário para conter ferrugem da soja

Brasil amplia exportações de frango mesmo com impactos da guerra no Oriente Médio

Grande Oeste de SC concentra 70% do abate de suínos e lidera produção estadual

Você está em
Texto 100%