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Inscrições para o programa jovem cientista da pesca artesanal no Pará são prorrogadas até 14 de março

Com o apoio da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal, programa visa integrar conhecimento científico e tradicional em comunidades pesqueiras

O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, que visa promover a pesquisa científica entre a juventude pesqueira tradicional do Pará, teve suas inscrições prorrogadas até o dia 14 de março de 2025. Realizado em parceria com a Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA) e a Fundação Amazônia de Amparo à Estudos e Pesquisas (Fapespa), o programa contemplará 100 estudantes do ensino médio com bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ), distribuídas entre 25 projetos. O objetivo é que esses jovens desenvolvam pesquisas relacionadas à pesca artesanal, suas comunidades e territórios, ampliando os horizontes acadêmicos e culturais da região.

Com um investimento de R$ 610 mil, o edital do programa, lançado em janeiro de 2025, busca integrar os conhecimentos tradicionais da pesca com a pesquisa científica e escolar. Para participar, os estudantes devem estar matriculados em escolas públicas e ser pescadores ou ter parentes com Registro de Pescador Profissional (RGP). Além disso, os projetos precisam ser conduzidos por professores ou pesquisadores com vínculo efetivo em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT), públicas ou privadas. O programa visa não só promover o conhecimento técnico, mas também valorizar as identidades culturais das comunidades pesqueiras.

O programa oferece bolsas de Iniciação Científica Júnior para estudantes de escolas públicas do Pará, com foco nas comunidades pesqueiras locais (Fonte: Divulgação)

O impacto do programa já é visível em outras regiões do Brasil. Gleibison da Silva Gomes dos Santos, bolsista do estado de Pernambuco, compartilha sua experiência, afirmando que o programa ajudou a perceber a realidade da pesca de forma mais profunda: “Eu me via de um jeito diferente. O projeto está me trazendo mais conhecimento”. A iniciativa não apenas contribui para a redução da evasão escolar, mas também fortalece a autoestima dos jovens pescadores, dando-lhes uma nova visão sobre a importância de sua profissão. “Eu não me via como pescador, tinha muita vergonha do que as pessoas poderiam pensar. Hoje, vejo que é um trabalho digno, honesto e importante”, revela.

De acordo com Suana Medeiros Silva, coordenadora de Territórios Pesqueiros do MPA, o programa facilita o diálogo entre os conhecimentos tradicionais e científicos, permitindo que os jovens se aprofundem em temas essenciais para suas comunidades. “Ele incentiva a inovação e o debate de diversos eixos temáticos que envolvem a pesca artesanal. Isso permite que as instituições formais de ensino se aproximem mais das realidades onde estão inseridas”, afirma. Com a parceria de diversos órgãos e instituições, o programa também fortalece a inclusão social e a valorização das comunidades pesqueiras, promovendo uma conexão vital entre as gerações e o futuro da pesca artesanal no Brasil.

Fonte: MPA, adaptado pela equipe FeedFood.

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