Em um ano marcado por pressões sanitárias, instabilidades geopolíticas, mudanças regulatórias profundas e crescente demanda global por proteína animal, a indústria brasileira de alimentação animal manteve ritmo de expansão e reforçou sua resiliência. Para entender como o setor atravessou 2025 — da adaptação ao novo Decreto da Alimentação Animal ao impacto do tarifaço norte-americano — e o que esperar para 2026, conversamos com Ariovaldo Zani, médico-veterinário, CEO do Sindirações e um dos nomes mais influentes na agenda de sustentabilidade e insumos agropecuários do país.
A seguir, Zani analisa desempenho, custos, inovações, riscos climáticos e regulatórios e projeta os desafios que devem moldar o futuro da nutrição animal no Brasil.
Feed&Food – Como você avaliaria a demanda por rações em 2025 comparada a 2024?
Ariovaldo Zani – A cadeia de proteína animal mantém elevado nível de resiliência sistêmica, sustentada por ganhos de eficiência zootécnica, padronização nutricional e avanço nas tecnologias de produção e, a despeito das barreiras tarifárias recentemente impostas por mercados externos, nosso parque industrial preservou competitividade exportadora e robustez operacional.
Em meio às pressões econômicas e sanitárias, a produção da indústria de alimentação animal respondeu com eficiência e garantiu o abastecimento necessário à produção pecuária nacional.
De janeiro a setembro, foram produzidas 66,5 milhões de toneladas de rações, crescimento de 2,0% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a previsão é totalizar quase 90 milhões de toneladas (exceto suplementos minerais) durante o ano de 2025 e avançar 2,8% sobre o montante apurado no ano passado.
Feed&Food – Quais foram os principais fatores que afetaram o custo de produção de ração em 2025?
Ariovaldo Zani – O custo hipotético das rações avançou por conta da valorização do milho, durante o primeiro trimestre de 2025. A partir de abril, o cenário estabelecido tem revelado certo alívio no custo de produção da pecuária.
Leia a entrevista completa na edição 224 da revista Feed&Food

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