O agronegócio voltou ao centro das atenções no cenário internacional após a França reiterar sua oposição ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul, mesmo depois do anúncio de um pacote de 45 bilhões de euros para proteger produtores europeus. O movimento reforça as incertezas em torno do bloco e reacende o debate sobre barreiras não tarifárias, sustentabilidade e competitividade dos países exportadores.
Ao mesmo tempo, o Brasil encerrou 2025 com novo recorde nas exportações de carne bovina. O país embarcou 3,5 milhões de toneladas, volume 21% superior ao de 2024, com avanço de 40% em valor, que alcançou US$ 18 bilhões. O resultado confirma o protagonismo brasileiro no comércio global de proteínas.
Esse desempenho, porém, também amplia a exposição do setor a oscilações geopolíticas, sanitárias e regulatórias. A combinação entre entraves comerciais e maior presença nos mercados internacionais passa a redesenhar o mapa de risco e oportunidade para produtores, frigoríficos, tradings, revendas, instituições financeiras e empresas de insumos.

Segundo a EEmovel Agro, empresa especializada em inteligência territorial e análise de dados do agronegócio, esse novo cenário torna o uso de dados estruturados, análise preditiva e inteligência de mercado cada vez mais estratégico para antecipar movimentos de demanda, definir rotas comerciais e proteger margens.
A empresa avalia que informações granulares sobre propriedades rurais e regiões produtoras já vêm sendo utilizadas para apoiar decisões comerciais e financeiras, além de auxiliar na gestão de risco climático, logístico e regulatório em um ambiente internacional mais volátil.
Na leitura da EEmovel Agro, a tendência é de que a busca por dados territoriais e ferramentas de inteligência se intensifique justamente em um momento em que o Brasil amplia sua participação no mercado global de carnes, mas precisa lidar com um ambiente de negócios mais complexo e sujeito a mudanças rápidas nas regras do comércio internacional.
Fonte: EEmovel Agro, adaptado pela equipe Feed&Food
LEIA TAMBÉM
A reversão do ciclo pecuário: até quando soprarão ventos favoráveis à cria?
Estratégias de adaptação da pecuária de corte aos desafios climáticos – Parte II
Topigs Norsvin reforça equipe técnica e amplia suporte a multiplicadores no Sul e Sudeste





