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Gestão estratégica no confinamento abre a programação do último dia do Feedlot Summit Brazil

Experiência da Agropecuária Grande Lago mostra como alinhar processos garante performance no confinamento

confinamento

Camila Santos, de Goiânia (GO)

Na manhã de hoje, dia de encerramento do Feedlot Summit Brazil 2025, o zootecnista Junior Caetano, gerente de Operações da Agropecuária Grande Lago, compartilhou sua experiência na palestra “Quais as melhores práticas de gestão operacional para maximizar a performance no confinamento?”. Com mais de 12 anos dedicados à empresa, o profissional mostrou como uma gestão sólida, apoiada em pessoas, processos e tecnologia, sustenta resultados em sistemas de engorda de bovinos em larga escala.

Segundo Junior, todo negócio precisa estar orientado para o resultado. No caso do confinamento, a performance produtiva depende de pilares fundamentais: pessoas, finanças e gestão. “É possível ter pessoas sem gestão, mas não há gestão sem pessoas. Por isso, precisamos de equipes engajadas e processos claros para garantir eficiência”, destaca.

Planejamento e estratégias no confinamento

O ponto de partida é o planejamento estratégico, revisado anualmente para nortear as decisões e permitir ajustes diante das variações de mercado. A Agropecuária Grande Lago, que possui unidades em Jussara (GO) e Garatinga (MG), trabalha com capacidade estática de 85 mil animais e movimentação anual próxima de 200 mil cabeças. Esse porte exige coordenação rigorosa.

A gestão envolve desde a originação de animais até o abate, passando por etapas de recria, engorda, nutrição, sanidade, meio ambiente e equipes de operação. Para Caetano, o segredo é “atacar o processo durante a execução”, e não apenas olhar para indicadores finais como o ganho médio diário (GMD).

Entre os pontos centrais está a gestão nutricional. A formulação das dietas é feita com foco em máxima eficiência, priorizando qualidade de ingredientes, monitoramento do consumo e desempenho dos lotes. Um diferencial da empresa é o uso do floculador de milho, tecnologia que melhora a disponibilidade do amido e amplia o aproveitamento energético dos grãos. “Na Grande Lago trabalhamos apenas com duas dietas: adaptação e terminação. Isso simplifica a operação, aumenta a consistência dos processos e garante eficiência em larga escala”, explica Caetano. O volume impressiona: são consumidas diariamente cerca de 755 toneladas de matéria seca, equivalentes a 1.000 toneladas de matéria natural.

confinamento
Junior Caetano é gerente de Operações da Agropecuária Grande Lago (Foto: FeedFood)

Sanidade e protocolos robustos no confinamento

Outro pilar é a sanidade animal. Todos os bovinos recebidos passam por protocolos de entrada padronizados, aplicados tanto para animais próprios quanto de clientes de boitel. A empresa conta com consultoria veterinária especializada para manter a equipe treinada e atualizada.

O foco está em prevenir problemas, reduzir riscos e assegurar bem-estar animal. Para isso, são monitorados indicadores como mortalidade e morbidade, além de estratégias de biossegurança, controle parasitário e acompanhamento diário das tropas.

No aspecto ambiental, Junior ressaltou o papel do confinamento na preservação e no uso consciente de recursos. A Grande Lago mantém entre 40% e 45% de sua área reflorestada, utiliza compostagem de carcaças e transforma o esterco em adubo orgânico, aplicado internamente e comercializado na região. “O que antes era visto como problema, hoje é uma solução que agrega valor à operação”, reforça.

A palestra destacou ainda a importância de automação, rastreabilidade e softwares de controle para garantir acurácia de dados e tomada de decisão assertiva. Mas, para Caetano, nada substitui o papel das pessoas. “Ferramentas sozinhas não entregam resultado. É preciso disciplina de gestão, reuniões constantes e processos padronizados para que todos saibam o que precisa ser feito.”

Nesse contexto, a metodologia PDCA (Planejar, Executar, Checar, Ajustar) é aplicada como base para a melhoria contínua. A operação define indicadores gerenciais (como eficiência biológica e ganho diário de carcaça) e operacionais (como conformidade de dieta e homogeneidade de distribuição), equilibrando métricas quantitativas e qualitativas.

Para Junior Caetano, o sucesso no confinamento não depende de fórmulas prontas, mas da integração entre planejamento, processos bem estruturados, inovação tecnológica, responsabilidade ambiental e gestão de pessoas. “Maximizar a performance é resultado de consistência no dia a dia, com equipes capacitadas e foco em cada detalhe da operação”, conclui.

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