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Frio, vento e umidade elevam riscos sanitários para vacas Holandesas no inverno gaúcho

Gadolando orienta produtores a manter áreas secas, instalações protegidas e atenção redobrada a cascos, mastite e saúde das terneiras

As condições do inverno no Rio Grande do Sul exigem atenção dos produtores de leite para preservar a saúde e o desempenho dos rebanhos. Embora vacas da raça Holandesa tenham boa tolerância ao frio, a combinação de baixas temperaturas, vento e umidade pode ampliar os riscos sanitários nas propriedades.

Segundo a superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski, o frio isolado não costuma ser o principal problema para os animais. “As vacas leiteiras da raça Holandesa toleram muito bem o frio, que pode até favorecer a produção. O grande desafio dessa época é justamente a combinação de frio, vento e umidade, muito comum no nosso Estado”, afirma.

Áreas secas reduzem riscos no rebanho

Entre as principais recomendações está a manutenção de áreas secas e protegidas, especialmente após períodos de chuva. O acúmulo de barro e umidade pode comprometer o bem-estar dos animais e favorecer problemas que impactam diretamente a rotina produtiva.

De acordo com Maíza, os efeitos aparecem principalmente nos cascos e na saúde da glândula mamária. “É importante garantir que os animais tenham acesso a áreas secas e protegidas, principalmente após períodos de chuva. O excesso de barro e umidade aumenta o risco de problemas nos cascos, além de favorecer a ocorrência de mastite”, explica.

Manejo no inverno exige atenção à saúde das vacas Holandesas e das terneiras, com foco em instalações secas, protegidas do vento e com boa condição sanitária. Crédito: Inteligência Artificial

Terneiras exigem atenção especial

As categorias mais jovens também demandam cuidados específicos no período de frio. Terneiras alojadas em ambientes úmidos, mal ventilados ou expostos ao vento ficam mais suscetíveis a problemas respiratórios, comuns durante o inverno.

“Instalações limpas, secas, protegidas do vento e com boa cama ajudam a reduzir os problemas respiratórios, muito comuns nessa época do ano”, destaca Maíza.

Além das condições de alojamento, o manejo nutricional e sanitário segue como ponto importante para atravessar o período com menor impacto sobre a produção. O acompanhamento diário dos animais ajuda a identificar alterações de comportamento, queda de desempenho ou sinais de enfermidades ainda no início.

Com medidas preventivas, os produtores conseguem reduzir perdas associadas ao inverno e manter melhores condições de conforto para o rebanho. Segundo Maíza, atenção à nutrição, ao conforto e à sanidade é essencial para preservar o bem-estar dos animais e a eficiência da atividade leiteira.

Fonte: Gadolando, adaptado pela equipe Feed&Food

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